Início » Internacional » Cruz Vermelha: efeitos da bomba atômica ainda ecoam
Hiroshima e Nagasaki

Cruz Vermelha: efeitos da bomba atômica ainda ecoam

Relatório da Cruz Vermelha revela que, 70 anos após o ataque, os efeitos da bomba ainda ecoam na saúde de milhares de sobreviventes

Cruz Vermelha: efeitos da bomba atômica ainda ecoam
Somente em 2014, hospitais da Cruz Vermelha atenderam 10,6 mil sobreviventes em ambas as cidades (Foto: Wikimedia)

Setenta anos após serem lançadas, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki continuam a causar mortes no Japão. Um relatório divulgado nesta quinta-feira, 6, pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) revelou que em 2014 mais de 10 mil sobreviventes dos ataques buscaram tratamento por diferentes tipos de câncer em ambas as cidades.

Leia mais: Sobreviventes de Hiroshima lutam contra programa nuclear brasileiro

Segundo o documento, todos os anos centenas de sobreviventes do ataque morrem em decorrência da doença. O tipo mais comum é o câncer de pulmão, responsável por 20% das mortes, seguido do câncer no estômago (18%), e no fígado (14%). A maioria dos que desenvolveram a doença tinha menos de 10 anos na época dos bombardeios.

Os ataques ocorreram em 1945. A primeira bomba foi jogada contra Hiroshima no dia 6 de agosto daquele ano, matando mais de 120 mil pessoas. A segunda foi lançada três dias depois, em Nagasaki, e matou mais de 70 mil pessoas. Cerca de 90% da infraestrutura das cidades foram destruídas nos ataques.

As cidades foram reconstruídas e hoje são exemplos de superação. Porém, segundo o relatório da Cruz Vermelha, “os efeitos da bomba ainda ecoam”. “Setenta anos depois, os hospitais estão tratando milhares de sobreviventes dos efeitos de longo prazo em seus estados de saúde”, afirma o relatório.

Atualmente, as duas cidades têm, juntas, um total de 200 mil habitantes. Estima-se que nos próximos anos, milhares deles vão precisar de tratamento contra algum tipo de câncer. Somente em 2014, dois hospitais da Cruz Vermelha, um em cada cidade, dedicado aos sobreviventes atenderam 10,6 mil pessoas.

“Mesmo depois de tantas décadas, continuamos a ver o impacto catastrófico na saúde das pessoas que vivem em lugares que sofreram um ataque de uma arma nuclear”, diz Peter Maurer, presidente do CICV.

Fontes:
Estadão-Após 70 anos, bomba ainda mata no Japão

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *