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DIPLOMACIA ÀS AVESSAS

Trump insulta primeiro-ministro australiano por telefone

Presidente americano encerra ligação abruptamente após discutir com Malcolm Turnbull por acordo de acolhimento de refugiados firmado na gestão Obama

Trump insulta primeiro-ministro australiano por telefone
No acordo, EUA se comprometia a acolher refugiados negados pela Austrália (Foto: Flickr/Gage Skidmore)

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A Austrália é, sem sombra de dúvidas, um dos mais importantes aliados dos Estados Unidos. O país esteve ao lado dos americanos em todos os conflitos de grandes proporções desde a Primeira Guerra Mundial e, segundo o próprio Departamento de Estado dos EUA, os laços entre os dois países são “extremamente estreitos”.

No entanto, isso não impediu o presidente Donald Trump de insultar e encerrar abruptamente uma ligação com o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull em um recente telefonema entre os líderes. Antes de encerrar a ligação, Trump teria dito a Turnbull que, das últimas quatro conversas que teve com outros líderes esta semana, esta “foi de longe a pior”.

O motivo da discussão foi um acordo firmado entre a Austrália e os EUA durante a gestão de Barack Obama. No acordo, os EUA se comprometem a acolher um número não especificado dos 1,6 mil refugiados que a Austrália mantém em centros em Nauru e em Papua Nova Guiné, ilhas localizadas no entorno do continente australiano.

Após a ligação, Trump sinalizou que pretende desmanchar o acordo. “Dá pra acreditar? O governo Obama concordou em receber milhares de imigrantes ilegais da Austrália. Por que? Eu estudarei este acordo estúpido”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Enquanto Trump esbraveja, seu secretário de Defesa, James Mattis, inicia esforços para acalmar os ânimos entre outros dois aliados-chave dos EUA: Japão e Coreia do Sul. Mattis desembarcou em Seul nesta quinta-feira, 2, em sua primeira viagem internacional desde que foi nomeado para o cargo.

Os governos de Tóquio e Seul estão ansiosos diante dos novos rumos da política americana com a chegada de Trump à Casa Branca e sua bandeira “America First” (Os EUA em primeiro lugar, em tradução livre). Essa ansiedade foi gerada após Trump afirmar em campanha que os dois países deveriam pagar mais pelo apoio militar americano.

Entre os temas mais urgentes da agenda de Mattis está um acordo da gestão Obama de apoio à Coreia do Sul contra a ameaça norte-coreana, que prevê a criação de um sistema de míssil de defesa em território sul-coreano, e o apoio ao governo japonês na disputa contra a China pela soberania das ilhas Senkaku, arquipélago alvo de embate entre os dois países.

Fontes:
Quartz-Trump is busy insulting Australia while his defense chief attempts to repair ties in Tokyo and Seoul

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3 Opiniões

  1. Markut disse:

    Não vai ser facil entender e explicar como esse energúmeno chegou à Casa Branca.

    Terá sido apenas um mau passo, ou é o conceito de democracia que precisa ser revisado ?

    A julgar por nossa experiência , agora reforçada pelo xeque no exemplo americano, subsequente a um

    Brexit e antecipando um provavel resultado na França, o voto popular está perdendo de 7 x 1.

    Aparentemente, o buraco está bem mais embaixo.

  2. Carlos Valoir simões disse:

    O finado conterrâneo do Trump, o Adolf, era mais inteligente e menos mal-educado (e tão poderoso quanto). Vamos ver no que isso vai dar.

  3. laercio disse:

    A entrada de Trump é bastante oportuna! já não era sem tempo! é a única coisa que pode fazer com que os países em desenvolvimento acordem e estudem formas de romperem com os tratados internacionais, estes são como rédeas e impedem os países de exercer suas soberanias…
    Num passado recente a ONU já havia passado por cima de várias condições expostas em acordos, agora Trump

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