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ESTADOS UNIDOS

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel

'Com o anúncio reafirmo o comprometimento da minha administração com um futuro de paz', disse Trump, em pronunciamento oficial

Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel
Presidente americano disse que a medida é 'a coisa certa a se fazer' (Foto: AFP)

Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou que vai transferir para a cidade a embaixada americana no país, que hoje tem sede em Tel Aviv.

Em pronunciamento na tarde desta quarta-feira, 6, Trump disse que o reconhecimento da cidade como capital israelense é “a coisa certa a se fazer” e que seu anúncio “marca o começo de uma nova abordagem no conflito entre Israel e Palestina” e reafirma o comprometimento de sua gestão “com um futuro de paz”.

“Hoje reconhecemos o óbvio. […] Os desafios mostram que precisamos de novas abordagens. […] Em 1995, o Congresso aprovou uma lei que determina que a embaixada seja transferida para Jerusalém, mas em 20 anos todos os presidentes se negaram a cumprir essa medida”, disse o presidente americano, que também anunciou a transferência da embaixada americana para Jerusalém como “um tributo magnífico à paz”.

O anúncio de Trump encerra uma tradição de quase sete décadas da política externa americana de defender a solução de dois Estados e compromete os esforços de paz entre judeus e palestinos.

Isso porque Jerusalém é uma cidade considerada sagrada por judeus e muçulmanos, um santuário para as três maiores religiões monoteístas do mundo: islamismo, cristianismo e judaísmo. Ela é reivindicada como capital por Israel e pela Palestina.

Atualmente, todos os países com embaixadas em Israel mantêm suas sedes em Tel Aviv por respeito à convenção internacional de que a disputa pela cidade como capital ainda não foi resolvida. A decisão de Trump fez dele o único presidente a romper com essa convenção e inclina os EUA para o lado de Israel na disputa.

Líderes globais alertaram o presidente americano de que a medida contribui para a desestabilização do Oriente Médio e ameaça a segurança global.

Na última segunda-feira, 4, o presidente da França, Emmanuel Macron, conversou com Trump por telefone e expressou sua preocupação com a possibilidade dos EUA reconhecerem, unilateralmente, Jerusalém como capital de Israel.

“O Sr. Macron reafirmou que o status de Jerusalém deve ser consolidado através de negociações pacíficas entre israelenses e palestinos, e particularmente os que estão relacionados à solução de dois Estados, vivendo lado a lado em paz e segurança com Jerusalém como sua capital”, disse um comunicado do governo francês após o telefonema.

A Liga Árabe também alertou o presidente americano por telefone. O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, alertou Trump “das perigosas consequências que a decisão trará para as negociações de paz (entre Israel e Palestina) e para a paz, segurança e estabilidade da região e do mundo”. O rei da Jordânia, Abdullah II, também alertou o presidente americano “das perigosas repercussões na estabilidade e segurança da região”.

Em um comunicado, o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, aconselhou Trump a “não tomar medidas que minariam as chances de paz no Oriente Médio”. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou cortar laços diplomáticos com Israel, caso Trump siga adiante com a transferência da embaixada.

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1 Opinião

  1. Áureo Ramos de Souza disse:

    Ta provado que este louco quer ver uma GUERRA. Tem nada de se meter em país dos outros. Era a coreia do Norte e agora muda uma capital para outro lugar. Ele se esqueceu que é presidente dos Estados Unidos foi?

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