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Trump visita cidades atingidas por massacres

Presidente americano visitou El Paso, no Texas, e Dayton, em Ohio, na última quarta-feira, 7, e foi recebido com protestos em ambas as cidades

Trump visita cidades atingidas por massacres
Trump é acusado de fazer uso de retórica que estimula racismo e crimes de ódio (Foto: Flickr/Michael Vadon)

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Em visita oficial a El Paso, no Texas, e a Dayton, em Ohio – cidades onde ocorreram os tiroteios do último fim de semana -, na última quarta-feira, 7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou os manifestantes que o aguardavam, encontrando-se apenas com agentes policiais e sobreviventes.

Trump visitou inicialmente Dayton, no estado de Ohio. Acompanhado da esposa, Melania, visitou o hospital de Miami Valley, onde conversou com algumas vítimas do tiroteio e conheceu alguns funcionários.

“Deus olhava por vocês. Quero que saibam que estivemos com vocês o tempo todo”, disse aos sobreviventes e familiares.

“Todos o receberam de forma muito calorosa. Todos estavam mesmo muito, muito entusiasmados por vê-lo”, disse Stephanie Grisham, porta-voz da Casa Branca.

Mas à porta do hospital esperavam-no mais de 200 manifestantes – incluindo um balão do “bebê Trump”. Eles acusavam o presidente de contribuir para as tensões raciais e políticas no país e pediam maior controle de armas.

“Fim ao ódio”, “Trinta e dois segundos, nove mortos”, “Faça alguma coisa”, “Salve a nossa cidade”, eram algumas das frases gritadas pela multidão, que acusava Trump de fomentar o ódio racial no país.

A prefeita de Dayton, a democrata Nan Whaley, estimulou os moradores da cidade a “erguerem-se” contra Trump: “Ele tem de se deitar na cama que fez. A sua retórica tem sido dolorosa para a nossa comunidade”, disse a prefeita.

Em seguida, o presidente americano dirigiu-se a El Paso, onde teve recepção semelhante.

Como era esperado, Trump foi recebido por centenas de manifestantes no Washington Park, perto da fronteira com o México, mas evitou encontrar-se com eles. Lá, esteve também em um hospital, onde se encontrou com sobreviventes e funcionários.

“Racista, vai para casa”, “Proteja os nossos filhos, não a NRA”, “Vai embora, Trump” – foram algumas das frases ouvidas.

A congressista democrata que representa El Paso, Veronica Escobar, recusou-se a encontrar com Trump, afirmando que “suas palavras e ações racistas e odiosas” tinham causado dor à comunidade e ao país.

O prefeito de El Paso, o republicano Dee Margo, disse que apenas recebeu o presidente por um “dever formal”.

Cassanda Hernandez, representante do Conselho de El Paso, destacou que as pessoas estão vivendo na cidade com medo de outro ataque e a ameaça do nacionalismo branco.

“As pessoas têm medo de serem hispânicas”, disse Hernandez, referindo-se ao manifesto publicado pelo atirador, que afirmou existir uma “invasão hispânica no Texas”. “Ele não é bem-vindo aqui. Ele não pediu desculpas à cidade, nem às pessoas de ascendência mexicana”, disse Hernandez.

Beto O’ Rourke, um dos candidatos democratas às eleições de 2020 e residente da cidade, foi mais longe. No Twitter, ele escreveu que “não há lugar” para o presidente dos EUA em El Paso e que Trump “ajudou a criar o ódio que fez a tragédia de sábado possível”.

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Fontes:
Agência Brasil-Trump responde a críticos em visita a cidades atingidas por massacres

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