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RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Trump visita Paris a convite de Macron

Líderes deixam de lado estranho início de relações para discutir segurança e celebrar o Dia da Bastilha

Trump visita Paris a convite de Macron
Trump e Melania chegam em Paris (Foto: NBC)

Depois da batalha de aperto de mãos na cúpula da Otan entre o presidente americano Donald Trump e seu homólogo francês Emmanuel Macron, em junho, os dois parecem ter colocado suas diferenças de lado durante uma visita do americano a Paris a convite do líder francês.

Macron chegou a declarar que o aperto de mão na cúpula da Otan, no mês passado, “não foi inocente”, e que não faria concessões ao líder americano. Trump, que está acostumado a dominar os apertos de mão entre os líderes das nações, chegando a puxar seus interlocutores para perto de si, tentou se livrar sem sucesso do forte aperto de mão do líder francês.

Macron, no entanto, convidou Trump para a celebração do Dia da Bastilha, comemorado na próxima sexta-feira, 14, e para discutir a questão da Síria, a luta contra o terrorismo e os resultados do G-20. Em sua segunda viagem para a Europa em duas semanas, Trump deixa de lado a polêmica do encontro, revelado pelo New York Times, de seu filho mais velho com uma advogada russa que ofereceu informações contra a então candidata democrata Hillary Clinton durante a campanha eleitoral americana.

Após uma cerimônia no aeroporto, Trump visitou a embaixada americana, enquanto a primeira-dama Melania foi ao hospital infantil Necker. Trump, agora, vai visitar a tumba do Marechal Foch, comandante-chefe dos exércitos aliados na Primeira Guerra Mundial, e depois vai se reunir com Macron para discutir a questão da Síria, a guerra contra o terrorismo e os resultados do G-20. Logo depois, os dois líderes seguem para uma coletiva de imprensa. Os dois presidentes e as respectivas primeiras-damas ainda vão jantar no Le Jules Verne, restaurante que fica no segundo andar da Torre Eiffel. Na sexta-feira, Trump e Melania vão ter lugares especiais na parada do Dia da Bastilha.

Segundo o jornal inglês Guardian, o convite a Trump faz parte de uma estratégia de Macron, que vem percebendo um isolamento do líder americano no palco político ocidental. Segundo o porta-voz do governo francês, Christophe Castaner, essa seria uma forma de construir uma ponte com Trump. “Às vezes, Trump toma decisões que não gostamos, como no caso do acordo climático. Mas nós podemos lidar com isso de duas formas: podemos dizer ‘Nós não vamos falar com você’, ou podemos estender nossa mão e trazê-lo de volta ao círculo”.

O ano de 2017 é simbólico entre a França e os Estados Unidos, já que marca o 100º aniversário da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Além disso, convidar líderes estrangeiros para a celebração do Dia da Bastilha é comum na França. Em 2008, o convidado de honra do então presidente Nicolas Sarkozy foi o homólogo sírio Bashar al-Assad.

Mais de 11 mil policiais e 2,5 mil bombeiros vão estar mobilizados no esquema de segurança nas celebrações do Dia da Bastilha. O presidente francês também vai receber a chanceler alemã, Angela Merkel, na festa nacional francesa.

Fontes:
The White House-President Trump Travels to Paris
The New York Times-In France, Trump and Macron Strive to Put Awkward Start Behind Them
The Guardian-Macron to woo Trumps in Paris with military pomp and tourism treats
Observador-Trump em Paris. Jantar na torre Eiffel e conversas sobre segurança

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