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ELEIÇÕES BOLIVIANAS

TSE da Bolívia autoriza Evo Morales a disputar o 4º mandato

Caso vença as eleições do próximo ano, Evo Morales completará 20 anos na presidência da Bolívia; oposição e manifestantes protestam contra decisão

TSE da Bolívia autoriza Evo Morales a disputar o 4º mandato
Morales ocupa a cadeira da presidência desde 2006 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O tribunal eleitoral da Bolívia aprovou a nova candidatura de Evo Morales às eleições presidenciais. O presidente boliviano busca seu 4º mandato. Morales ocupa a cadeira da presidência desde 2006, já sendo o líder da Bolívia há mais tempo no poder.

A aprovação da candidatura da chapa Evo Morales e Álvaro García, pelo Movimento para o Socialismo (MAS), foi realizada na noite da última terça-feira, 4. Morales já havia demonstrado o desejo por uma nova reeleição desde 2016, mas um referendo mostrou que a maioria dos bolivianos não concordavam com um novo mandato.

As primárias das eleições presidenciais ocorrem no dia 27 de janeiro de 2019, enquanto o pleito geral ocorre em outubro do mesmo ano. O tribunal tinha até o próximo sábado, 8, para anunciar quais chapas estariam habilitadas a concorrer as eleições, mas antecipou o anúncio da decisão.

Parte da imprensa e analistas políticos atribuem a antecipação do anúncio a uma massiva chegada de manifestantes, contrários à reeleição de Morales, à capital La Paz, prevista para a próxima quinta-feira, 6. Críticos citam ainda o fato do anúncio ter sido feito nos escritórios do antigo prédio do tribunal, não na sede central atual, que está cercada por manifestantes.

Oposição e manifestantes pedem que o referendo de 2016, que rejeitou a nova candidatura de Morales, seja respeitado. No entanto, em novembro do ano passado, o Tribunal Constitucional da Bolívia já havia autorizado que Evo Morales concorresse ao pleito mais uma vez.

Morales se tornou o primeiro presidente indígena da Bolívia, sendo eleito pela primeira vez em 2005, assumindo o poder em 2006, e se reelegeu em 2009 e 2014. Se vencer as eleições pela quarta vez, permanecerá no poder até 2025.

O presidente boliviano já havia contrariado a Constituição em 2014 – o documento só permite que uma pessoa permaneça no cargo por dois mandatos consecutivos. Sua candidatura foi baseada em uma reforma constitucional de 2009, que transformou o país em um Estado plurinacional, não mais uma República. Dessa forma, sua primeira eleição, em 2005, não foi contabilizada.

Fontes:
Agência Brasil-Tribunal Eleitoral da Bolívia permite nova candidatura de Morales
La Razon-El TSE habilita al binomio Evo-Álvaro y a siete formados por la oposición

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