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Turismo de luxo: o que está mudando no perfil dos viajantes super ricos

As novas tendências de lazer de pessoas com alto poder aquisitivo de países desenvolvidos

Turismo de luxo: o que está mudando no perfil dos viajantes super ricos
A diária mais barata no hotel Burj Al Arab cuta US$1000; a mais cara, US$25000 (Foto: Flickr)

No hotel Burj Al Arab em Dubai, um dos hotéis mais luxuosos do mundo, os hóspedes têm acesso a iPads de ouro 24 quilates e tratamentos de beleza com máscaras faciais de caviar. Os quartos mais baratos custam US$1,000 por noite; os que querem se hospedar nas suítes presidenciais irão pagar quase US$25,000. Esse luxo e ostentação não estão acessíveis a todos que visitam Dubai. Mas indicam uma tendência: os ricos estão adotando novos hábitos de conforto e lazer.

Antes, os ricos gastavam o dinheiro em artigos ou objetos de luxo. Agora, eles preferem gastar em coisas que possam fazer ou ver. Um relatório elaborado pela empresa de consultoria, Boston Consulting Group (BCG), revelou que do US$1,8 trilhão usado em compras de artigos de luxo e despesas com serviços no mundo inteiro em 2012, quase um US$1 trilhão foi gasto em “experiências requintadas e exóticas”. As viagens e hotéis foram responsáveis por cerca de metade desse valor.

Essa tendência reflete, em parte, o número crescente de pessoas ricas nos países desenvolvidos. Segundo a agência de viagem ILMT, os chineses ricos passam 20 dias por ano viajando a lazer. A Austrália é o lugar preferido de turismo e quase metade desses chineses com alto poder aquisitivo aventura-se a visitar a Europa.

Em média, os americanos ricos saíram 3,9 vezes de férias em 2014, de acordo com os dados da empresa de consultoria Resonance, três vezes mais do que em 2012. Cerca de metade percorreu mais de 1.600 km em viagens recentes. O destino preferido é a Europa, sobretudo a Itália, Grã-Bretanha e França.

Na opinião de Antonio Achille da BCG os turistas ricos têm estilos diferentes de gastar dinheiro, que dependem da idade, de terem nascido ricos ou de terem enriquecido independente das origens familiares. Os jovens com fortunas recentes tendem a gastar dinheiro em artigos de luxo para impressionar os amigos. Soft Living Places, um hotel de luxo na Toscana, Itália, filmou há pouco tempo um anúncio para educar os turistas novos-ricos russos. O anúncio dizia, “não ostente riqueza ao escolher o vinho mais caro da carta de vinhos”. Por sua vez, quanto mais longa for a tradição de riqueza familiar, mais as pessoas irão privilegiar a qualidade e não a ostentação.

Fontes:
The Economist - A place to lay your bread

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