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TERRORISMO

Turquia acusa EUA de financiar terroristas na Síria

Para a Turquia, a YPG é uma organização terrorista e estaria sendo financiada pelo governo dos Estados Unidos

Turquia acusa EUA de financiar terroristas na Síria
Erdogan planejou ataques turcos em Afrin e Manbij (Foto: Wikimedia)

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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou os Estados Unidos por apoiar milícias curdas na Síria, denunciando o governo americano de planejar uma doação de milhões de dólares a grupos – considerados pelo chefe de Estado turco – terroristas. As afirmações de Erdogan foram feitas nesta sexta-feira, 23.

“Se você der apoio de US$ 500 ou 550 milhões do orçamento aos terroristas, temos que dizer que está correto, que está em um bom caminho?”, apontou Erdogan, referindo-se ao suposto plano americano de financiar a milícia curda YPG contra o jihadista Estado Islâmico (EI).

Para a Turquia, a YPG é uma organização terrorista, lançando, inclusive, ataques contra o grupo em Afrin, na Síria. “Este verão vai ser quente tanto para os terroristas como para quem os apoia”, afirmou Erdogan. Assim que a ofensiva em Afrin chegar ao fim, os soldados turcos irão para Manbij, também na Síria, também contra o YPG. No entanto, nessa segunda cidade, a coalizão entre o grupo e os Estados Unidos contra o Estado Islâmico está presente.

“Primeiro limparemos Manbij de terroristas e depois transformaremos o leste do [rio] Eufrates em uma região segura para nós e nossos irmãos e irmãs sírias. Espero que em pouco tempo possamos limpar Afrin de terroristas e deixar que centenas de milhares de sírios que vivem no nosso país retornem aos seus lares”, finalizou Erdogan.

Ataques na Síria

Ainda nesta sexta-feira, 23, um novo atentado ocorreu na Síria, em Ghouta Oriental, com bombas atingindo o local. O ataque é visto como o pior até o momento, e ocorreu antes de uma votação do Conselho de Segurança da ONU, que solicitava um cessar-fogo de 30 dias no país. Este foi o sexto dia de atentados seguidos na Síria. Os ataques já deixaram, pelo menos, 417 mortos e centenas de feridos, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Segundo organizações humanitárias, as bombas atingiram diferentes hospitais, impossibilitando o tratamento de feridos. De acordo com as ONGs, as forças do governo sírio atingiram Duma, Zamalka e outras cidades no início desta sexta-feira. Mais de 13 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária. Desde 2011, a Síria convive com uma guerra civil, que já matou mais de 340 mil pessoas.

Às 13h desta sexta-feira o Conselho de Segurança da ONU vai se reunir para votar uma resolução pelo “fim de hostilidade em toda Síria para todas as operações militares”, que ficará vigente por 30 dias para permitir o resgate de feridos.

Leia também: Síria pede socorro após novos ataques

Fontes:
Agência Brasil - Turquia acusa EUA de darem milhões de dólares a "terroristas" na Síria
Estadão - Reduto rebelde sírio volta a ser bombardeado pouco antes de votação da ONU

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