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Tragédia no Mediterrâneo

UE é pressionada a agir contra tráfico de pessoas

Estimativas apontam que mais de 1.500 imigrantes morreram apenas neste ano na tentativa de atravessar o Mediterrâneo

UE é pressionada a agir contra tráfico de pessoas
Líbia é o ponto de partida de cerca de 90% dos imigrantes que chegam à Itália pelo mar (Fonte: Reprodução/AFP)

Líderes europeus estão pressionando a União Europeia a adotar uma ação para lidar com a questão do tráfico de pessoas após a segunda tragédia no Mar Mediterrâneo em menos de uma semana.

Um barco com cerca de 700 imigrantes naufragou no Mediterrâneo, ao sul da ilha italiana de Lampedusa, na noite do último sábado, 18. Na última quarta-feira, 15, 400 imigrantes se afogaram perto da costa da Líbia.

Em geral, as travessias são comandadas por traficantes de pessoas. Os imigrantes são colocados em embarcações pequenas e inadequadas.

O primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, pediu solidariedade dos outros países para combater o tráfico de pessoas, “uma praga em nosso continente”.

De acordo com Matteo Renzi, a Líbia é o ponto de partida de cerca de 90% dos imigrantes que chegam à Itália pelo mar.

Estimativas apontam que mais de 1.500 imigrantes morreram apenas neste ano na tentativa de atravessar o Mediterrâneo.

O primeiro ministro de Malta, Joseph Muscat, afirmou que “o que está acontecendo agora tem proporções épicas. Se a Europa e a comunidade internacional continuarem a fazer vista grossa… seremos todos julgados da mesma maneira que a história julgou a Europa quando ela fez vista grossa ao genocídio deste e do século passado”.

O primeiro ministro da Espanha, Mariano Rajoy, também pediu novas ações por parte da União Europeia.

O presidente da União Europeia, Donald Tusk, pode convocar uma reunião de emergência com membros do grupo para discutir o assunto.

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    As guerras internas, o terrorismo e a fome nas mais variadas nações africanas, fazem o povo fugir de suas origens e enfrentar o mar mediterrâneo para poderem alcançar a Europa, muitas vezes à custa da sua própria vida. Infelizmente o mesmo cenário de pânico está acontecendo no oriente-médio.

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