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Crise Humanitária

UE pede que países-membros aceitem cotas de imigrantes

Proposta foi feita pela Comissão Europeia e visa impedir que Itália e Grécia sejam sobrecarregadas

UE pede que países-membros aceitem cotas de imigrantes
Alguns países do bloco são contrários a ideia de receber as pessoas que atravessam o Mediterrâneo (Foto: Wikipédia)

A União Europeia pediu nesta quarta-feira, 27, para que os membros do bloco que aceitem receber cotas de imigrantes. A medida foi proposta Comissão Europeia para aliviar o impacto sobre os países do sul do continente, como Itália e Grécia, principais pontos de desembarque dos imigrantes que atravessam o Mediterrâneo.

A Organização Internacional de Migração informou nesta quarta-feira que já chegou a 1.840 o número de imigrantes que estão desaparecidos ou mortos este ano. No mesmo período do ano passado, foram registrados 425 casos.

Segundo a organização, Itália e Grécia receberam a maior parte dos mais de 78 mil imigrantes que conseguiram chegar à Europa este ano. O número de chegadas à Itália permaneceu praticamente inalterado em relação ao mesmo período de 2014, cerca de 41 mil pessoas. Porém, na Grécia, houve um aumento de três mil pessoas em relação ao ano passado.

As recentes mortes de milhares de pessoas que tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo exigiu uma resposta rápida do bloco europeu, para evitar uma crise humanitária ainda pior.

Discordância na UE

Muitos países do bloco não concordam em receber imigrantes, entre eles Reino Unido, República Tcheca, Hungria e Letônia. Em um esforço para tornar a proposta mais aceitável, a comissão disse que apenas as pessoas que preencherem os requisitos para asilo devem ter permissão para ficar.

“Todo mundo que precisa de um ‘santuário’ tenta encontrá-lo na Europa. Mas aqueles que não têm nenhuma reivindicação justa devem ser rapidamente identificados e extraditados ao seu país de origem”, disse o primeiro vice-presidente da comissão, Frans Timmermans.

A proposta de absorção dos imigrantes consiste em duas partes: a primeira é a realocação emergencial de 40 mil pessoas que chegaram à Itália, à Grécia e a outros países nos últimos dois anos. O segundo plano é o reassentamento de 20 mil refugiados. Os candidatos serão identificados pelo programa de refugiados das Nações Unidas.

Fontes:
NY Times-European Union Asks Member Countries to Accept Quotas of Migrants

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