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BLINDAGEM CONTRA TRUMP

Últimas ações de Obama impedem retrocesso em reaproximação com Cuba

Fim da política 'pés secos, pés molhados' foi a última medida do presidente Barack Obama em sua estratégia de normalização das relações diplomáticas com Cuba

Últimas ações de Obama impedem retrocesso em reaproximação com Cuba
É possível que o governo de Trump tente desfazer essa aproximação com Cuba (Foto: Reprodução)

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Em 12 de janeiro, em uma de suas últimas medidas como presidente, Barack Obama encerrou a política que se prolongava há 20 anos de “wet foot, dry foot”, segundo a qual os cubanos que conseguiam desembarcar nos Estados Unidos obtinham asilo. Já os interceptados pela Guarda Costeira americana eram repatriados. Com essa medida a principal rota de fuga dos cubanos em busca de uma vida melhor não existe mais.

A decisão de Obama é uma tentativa de proteger um de seus poucos sucessos na política externa: o acordo histórico firmado com o presidente de Cuba, Raúl Castro, em 17 de dezembro de 2014 de retomada das relações diplomáticas entre os dois países. Esse acordo significou também o primeiro passo para o fim do embargo econômico imposto à ilha pelos EUA em 1960.

Durante a campanha Donald Trump fez observações contraditórias a respeito da aproximação de Obama com Cuba, mas seus comentários mais recentes foram negativos. Alguns membros de sua equipe de transição são opositores ferrenhos dessa política de normalização das relações diplomáticas.

É possível que o governo de Trump tente desfazer essa aproximação com Cuba, que inclui liberdade de viagem e a permissão do uso de cartões de crédito americanos na ilha. A decisão de encerrar a política “wet foot, dry foot” dificulta qualquer intenção que Trump tenha em relação a Cuba. Trump se opõe à imigração, portanto, será embaraçoso reverter uma decisão que a dificulta. Será também complicado justificar a reabertura de asilo para cubanos, mas não para cidadãos de outros países com regimes ainda mais repressores.

Fontes:
The Economist-An end to wet foot, dry foot

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