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Um em cada três argentinos é pobre

Presidente Mauricio Macri divulga dados reais da pobreza ocultados na era Kirchner. Dados mostram que pobreza atinge 32,2% da população argentina

Um em cada três argentinos é pobre
É o primeiro indicador oficial sobre a pobreza divulgado no governo de Macri (Foto: Wikimedia)

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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, admitiu na última quarta-feira, 28, que um em cada três argentinos é pobre. A confirmação oficial veio após o Indec, o escritório encarregado das estatísticas oficiais, divulgar que índice de pobreza no país chegou a 32,2% da população no segundo trimestre de 2016.

É o primeiro indicador oficial sobre a pobreza divulgado no governo de Macri, que assumiu a presidência em 10 de dezembro do ano passado com a promessa de alcançar a “pobreza zero”. Após receber o dado, o presidente argentino afirmou que ele servirá como “ponto de partida” e já admite que o objetivo não será alcançado até o final do seu mandato, em 2019.

“É óbvio que não dá para chegar à Pobreza Zero em quatro anos. É um objetivo que não dá para resolver em um único governo”, disse Macri.

De acordo com a pesquisa do Indec que consultou cerca de 27 milhões de pessoas em 31 conglomerados urbanos em todo o país, aproximadamente 8,8 milhões vivem em situação de pobreza, sendo 1,7 milhão deles considerados indigentes (não ganham o suficiente para cobrir suas necessidades alimentares). A população total da Argentina ultrapassa os 40 milhões.

Nos três primeiros meses de governo de Macri, o país viu o aparecimento de 1,4 milhão de novos pobres, segundo dados da Universidade Católica Argentina (UCA). “Eu estou para fazer todas as autocríticas que pudermos porque sempre acredito que há lugar para a melhora, mas apenas agora estamos começando a ter na Argentina informação real”, disse o presidente.

Desde 2014, não havia dados oficiais de pobreza no país, quando o governo da então presidente Cristina Kirchner decidiu suspender a divulgação do Indec, por considerar que os resultados não eram mais politicamente aceitáveis. O último relatório do Indec, divulgado no fim do primeiro trimestre de 2013, constatou que 4,7% da população argentina era pobre, com 1,4% de indigentes.

Os números, no entanto divergiam dos que foram divulgados pela UCA, que em dezembro de 2013 calculou que 25% da população estava abaixo da linha da pobreza. Os indicadores de pobreza passaram a ser estudados por instituições privadas, até que Mauricio Macri decidiu voltar a usar dados do Indec em dezembro do ano passado.

Fontes:
El País-Macri admite oficialmente que um em cada três argentinos é pobre
Estado de Minas-Macri admite que um a cada três argentinos são pobres

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