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Um museu do cristianismo pode ter sucesso na Grã-Bretanha?

Enquanto a igreja anglicana perde fiéis, investidor quer construir museu que narra a ascensão do cristianismo na Grã-Bretanha

Um museu do cristianismo pode ter sucesso na Grã-Bretanha?
Jonathan Ruffer espera que sua iniciativa se torne um destino turístico (Reprodução/Internet)

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A Williamsburg colonial em Virginia e a atração medieval francesa de Puy du Fou são provas de que a história pode ser uma atração turística importante. Agora, um investidor britânico também  está entrando para o ramo do turismo histórico. No entanto, os riscos da empreitada serão bem maiores para Jonathan Ruffer, presidente do conselho de administração da empresa de gestão de recursos que leva seu nome. Ele quer construir um museu que conta a história da ascensão do cristianismo na Grã-Bretanha em uma época em que a Igreja Anglicana está perdendo fieis dia a dia. Ele também espera que sua iniciativa se torne um destino turístico e atraia 120.000 pessoas por ano, apesar de estar situada em umas das áreas menos visitadas do norte da Inglaterra. Quais são suas chances de lograr sucesso?

Essa história começa em 2010, quando a Igreja Anglicana resolve levantar recursos (bastante necessários) por meio da venda de uma coleção de pinturas de Francisco de Zurbarán, um artista espanhol do século XVII. A série, “Jacó e seus 12 filhos”, se encontrava no Castelo de Auckland, lar do Bispo de Durham, há mais de 250 anos, onde era tida como um tesouro regional e, devido à sua temática judaica, um símbolo da tolerância religiosa britânica.

Preocupado com o fato de que um leilão inevitavelmente acarretaria a remoção da série da área, um membro do parlamento local e um jornal regional, o Northern Echo, armaram um protesto. Eis que surge Ruffer, à procura de novos desafios devido à aproximação de seu aniversário de 60 anos. Ele nasceu naquela região e foi um cristão comprometido desde sua época universitária. Ele prontamente ofereceu 15 milhões de libras (US$  24 milhões) para salvar as telas.

A venda dos quadros de Zurbarán poderia ter levantado fundos rapidamente, mas o castelo, que é grande demais para o bispo, ainda representava um fardo financeiro para a Igreja. Um encontro fortuito entre Ruffer e Lord Rothschild ofereceu a resposta. Presidente do conselho que administra Waddesdon Manor – a ex-residência da família Rothschild que agora foi reinventada como destino turístico – Lord Rothschild convenceu Ruffer de que a solução era adquirir o castelo além das telas. Agora Ruffer está ansioso para ir adiante.

Outros já tentaram transformar residências antigas em atrações para visitantes. As tentativas que obtêm sucesso em geral contam com vantagens embutidas. O castelo Auckland não tem nenhuma desses benefícios inerentes. Ruffer tem muito trabalho a fazer, mas ele é um homem rico e determinado. Os fantasmas do castelo Auckland o saúdam.

Fontes:
The Economist-Divine detour

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