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Um quarto das crianças do mundo tem direito à infância negado

Fração representa um total de 690 milhões de crianças. Apesar disso, o relatório da ONG Save The Children aponta melhora significativa nos últimos anos

Um quarto das crianças do mundo tem direito à infância negado
Ao todo, 690 milhões de crianças ainda tem o direito à infância negado (Foto: Save the Children Campaings/Facebook)

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Uma em cada quatro crianças no mundo tem o direito à infância negado. O número representa um total de 690 milhões de crianças. As informações foram reveladas na última terça-feira, 28, através de um relatório da ONG Save the Children.

O Global Childhood Report, como é chamado o relatório, usa dados da Organização das Nações Unidas (ONU) para avaliar a situação das crianças em 176 países. O estudo analisa questões como saúde, alimentação, proteção contra riscos de casamento na infância, educação e trabalho infantil forçado.

De acordo com o relatório, os dez piores países do mundo para uma criança viver são República Centro-Africana, Níger, Chade, Mali, Sudão do Sul, Somália, Nigéria, Guiné, República Democrática do Congo e Burkina Faso.

O Brasil ocupa a 99ª posição no ranking, atrás de outros países americanos, como Cuba (53º), Chile (55º), Uruguai (76º), Equador (97º). Os países estão em uma classificação chamada “Algumas crianças perdem a infância”, o segundo entre quatro níveis. A Venezuela, que atravessa uma longa crise humanitária, se encontra no terceiro nível, legendado como “Muitas crianças perdem a infância”.

“Progresso notável”

Apesar dos números negativos, a ONG destaca que, nos últimos 20 anos, os países tiveram um “progresso notável” na defesa dos direitos das crianças. Isso porque, enquanto nos anos 2000 cerca de 970 milhões tinham a infância roubada, esse número caiu para 690 milhões atualmente – uma redução em 280 milhões de crianças.

“Embora o progresso tenha sido notável, agora precisamos garantir que toda criança receba a infância que ele merece. Essas descobertas são um argumento poderoso para mais investimentos em desenvolvimento sensível à criança – desde o fortalecimento de estruturas legais, a melhoria dos sistemas de saúde, até o empoderamento dos adolescentes para fazer escolhas de vida que os colocam em um caminho para realizar seu pleno potencial. Tudo conta”, destacou a presidente da ONG nos Estados Unidos, Carolyn Miles, através de um comunicado.

De acordo com o relatório, os principais avanços na defesa do direito à infância das crianças foram: redução em 49% da taxa de mortalidade para menores de cinco anos de idade; redução em 40% do trabalho infantil; redução em 33% de desnutrição crônica; redução em 33% de crianças fora da escola; redução em 25% do casamento infantil; redução em 22% de gravidez na adolescência; e redução em 17% de homicídios de crianças.

Isso significa que a vida de uma em cada oito crianças melhorou nos últimos 20 anos. Segundo o estudo, a situação das crianças melhorou em 173 países das 176 nações analisadas.

“Há vinte anos, a mudança nessa escala não parecia possível – problemas generalizados como a desnutrição crônica, ou centenas de milhões de crianças fora da escola pareciam grandes demais para enfrentar. Essas descobertas nos mostram que, com fortes compromissos e liderança, podemos impulsionar a mudança para as crianças e rapidamente”, apontou Miles.

Os países que registraram os principais avanços foram Serra Leoa, reduzindo em 99% o número de pessoas retiradas à força de casa; Ruanda, que reduziu em 60% o número de casamentos infantis e em 79% a taxa de mortalidade para crianças menores que cinco anos; e Etiópia, que alcançou uma redução de 30% em homicídios de crianças e de 59% em relação a mortalidade para menores de cinco anos.

Entre os melhores países para crianças viverem estão dois asiáticos e oito europeus. Singapura encabeça o relatório, sendo a melhor nação do mundo para crianças, sendo seguida por Suécia, Finlândia, Noruega, Eslovênia, Alemanha, Irlanda, Itália, Coreia do Sul e Bélgica.

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