Início » Internacional » Um solução criativa promete aliviar o desconforto na classe econômica dos aviões
poltrona almofadada

Um solução criativa promete aliviar o desconforto na classe econômica dos aviões

Boeing cria um projeto chamado 'sistema de apoio ao sono que permite dormir na vertical' que promete mais conforto ao sono em voos na classe econômica

Um solução criativa promete aliviar o desconforto na classe econômica dos aviões
A ideia é que o passageiro possa prender uma bandeja acolchoada ao seu assento, com ângulos ajustáveis dos suportes da cabeça e do tronco (Reprodução/Internet)

Após diversas tentativas de encontrar uma posição confortável na poltrona do avião, um passageiro conseguiu dormir inclinando-se e apoiando a testa na poltrona da frente. Esse fato não passou despercebido à Boeing. O GeekWire soube que a companhia registrou a patente em 2014 de um assento projetado para oferecer mais conforto ao sono. A Boeing chamou o projeto de um “sistema de apoio ao sono que permite dormir na vertical”, embora o GW o tenha batizado com o nome mais agradável de “poltrona almofadada”.

A ideia é que o passageiro possa prender uma bandeja acolchoada ao seu assento, com ângulos ajustáveis dos suportes da cabeça e do tronco. O dispositivo inclui um apoio para o rosto semelhante à abertura oval de uma cama de massagem, que lhe permite respirar. Embora pareça um instrumento de tortura medieval, o sistema promete um sono delicioso.

Antes que os leitores fiquem entusiasmados demais, empresas como a Boeing registram patentes com frequência, independente da aparência estranha e da funcionalidade discutível, ou de não terem a intenção de produzi-las em massa. As empresas não querem que outras companhias se apoderem de suas ideias e, portanto, o registro das patentes é uma garantia de exclusividade. A Airbus também patenteou um assento bastante estranho no ano passado.

Mas, assim como as pessoas que não tinham onde dormir durante a Grande Depressão, sentavam-se em um banco com uma corda à frente, na qual apoiavam a cabeça em uma tentativa de pelo menos cochilar, é possível que o projeto tenha sucesso. Apesar da desconfiança em relação à sua viabilidade, a Boeing pode ter encontrado uma boa solução para proporcionar umas horas de sono a bordo dos aviões.

Fontes:
The Economist-Facing up to the problem

2 Opiniões

  1. André Luiz disse:

    Roberto1776, todo avião tem um custo energético imenso simplesmente para sair do chão, por isso é necessário otimizar ao máximo o tanto de “payload”, ou seja, quantidade de passageiros ou capacidade de carga da aeronave, para cobrir o custo de voar. Acredito que nunca haverá viagens de “cruzeiro aéreo” à semelhança dos navios de turismo, por isso mesmo… Talvez isso possa acontecer com os dirigíveis (como de fato já houve no passado — os dirigíveis alemães cruzavam o Oceano Atlântico com o mesmo requinte dos cruzeiros marítimos), e há estudos para seu retorno aos céus, mas, inicialmente, transportando carga.
    Por enquanto, nós, reles mortais que não podem ter a exclusividade de uma aeronave executiva à disposição, temos que viajar apertados na classe econômica mesmo, ou, se o orçamento da viagem permitir, pagar mais caro por assentos na 1a classe ou, ao menos, na classe econômica… Tomara que o serviço de bordo seja agradável, e não apenas “barrinha de cereais”! 😉
    Abraços!

  2. Roberto1776 disse:

    A engenharia consegue nos transportar a 900 km por hora de um continente a outro, mas não consegue nos proporcionar um mínimo de conforto neste deslocamento? É pura falta de vontade.
    O fabricante de aviões que resolvesse tal problema, cuja solução deve ser muitíssimo mais simples do que construir um Boeing de última geração, certamente acabaria com a concorrência, pois quem paga por esses veículos aéreos para transporte de gado confinado somos nós, os passageiros/gado confinado.
    E quando é que os transportadores de seres humanos vão se dar conta que existe uma porcentagem significativa de passageiros que viajam a lazer, para os quais velocidade não é importante?
    Para esses, a viagem poderia ser uma viagem tipo cruzeiro, com a diferença de que o navio levaria o passageiro não ao ponto de partida, mas a um destino diferente.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *