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Uma breve história dos hotéis

Todas as noites uma população do tamanho de um pequeno país dorme sob a égide de algumas logomarcas corporativas

Uma breve história dos hotéis
Houve três eras para os hotéis (Reprodução/Adler)

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Salvo por alguns locais isolados, o mundo foi conquistado por redes de hotéis. Hoje em dia tais cadeias operam 7,5 milhões de quartos, de acordo com a STR Global, uma empresa de pesquisa. Cerca de metade desses são de “luxo” ou de “primeira linha”. Todas as noites uma população do tamanho de um pequeno país dorme sob a égide de algumas logomarcas corporativas. Os cinco maiores programas de fidelidade de hotéis grandes afirmam contar com 198 milhões de membros – mais do que o total de membros de sindicatos de todo o mundo, caso se exclua a China.

Houve três eras para os hotéis. A era do grand hotel foi de 1860 a 1960. O Grande Hôtel foi inaugurado em 1862 pela Imperatriz Eugénie. Com 800 quartos, tratava-se de um palácio – “como minha casa”, ela afirmou – e foi projetado para celebrar a arte e a ciência francesas. À medida que cruzeiros e ferrovias conectavam o mundo, mais hotéis grandiosos eram erguidos. Eles eram independentes, ou parte de grupos pequenos, e tinham uma personalidade distinta. Em geral as suas identidades eram repletas de nacionalismo. Na década de 1950 um senhor de fala rápida do Texas chamado Conrad Hilton decidiu construir hotéis em países estrangeiros, declarando-os parte da batalha americana contra o comunismo. Para se tornarem globais, as redes precisaram silenciar suas nacionalidades e abandonar o modelo de “grand hotel”.

A partir de 1960 começa a segunda era os hotéis. O antigo ofício de alimentar e hidratar pessoas foi industrializado. De acordo com um olhar retrospectivo duas inovações se revelaram essenciais. A primeira foi separar o negócio das propriedades imobiliárias do negócio de cuidar dos hóspedes. Fazer com que proprietários locais construíssem e financiassem hotéis permitiu que grandes grupos de hotéis se expandissem muito mais rapidamente. A segunda inovação foram acordos contratuais e de franquias que regulavam a relação entre as redes de hotéis e os administradores locais. Os detalhes foram especificados em procedimentos operacionais padrão. As empresas pagavam a agentes para que se hospedassem nos hotéis, às vezes sem se identificarem, para averiguar se as regras estavam sendo cumpridas.

A terceira era dos hotéis oferece uma solução diferente para o problema da impessoalidade. Esta se baseia da ideia de butique sintetizada pela rede W, a maior nova marca de hotéis das últimas quatro décadas. Hoje em dia os maiores grupos hoteleiros oferecem uma variedade cada vez maior de sabores. No entanto, a terceira era dos hotéis pode ser apenas uma moda, destinada a ser muito mais curta que a era industrial. Talvez afinal os hotéis butique em si se multiplicarão e se fossilizarão na forma de grandes correntes anódinas.

Fontes:
The Economist-Be my guest

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