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Tecnologia

Uma nova maneira de resfriamento sem o uso do ar-condicionado

Novos materiais irão mudar a maneira de regular as temperaturas

Uma nova maneira de resfriamento sem o uso do ar-condicionado
O resultado é um fóton equivalente a um semicondutor: ele tem o mesmo efeito na luz ao de um semicondutor na eletricidade, ou seja, manipula os níveis de energia (Reprodução/Internet)

O ar-condicionado é uma tecnologia transformativa. No entanto, refrigerar prédios requer muita energia. O calor precisa ser bombeado do interior para o exterior dos ambientes. O total de 15% da eletricidade usada em prédios nos Estados Unidos é destinado a essa tarefa, mas a ideia de Aaswath Raman e seus colegas da Universidade de Stanford é uma proposta revolucionária para a mudança desse consumo de energia. Raman inventou uma maneira de os prédios expelirem calor sem bombas e compressores, e sim com a irradiação do calor para o espaço cósmico.

A ideia descrita na última semana de novembro na revista Nature é, ao mesmo tempo, criativa e simples. O espaço cósmico é extremamente frio (cerca de 3°C acima do zero absoluto) e enorme e, por esse motivo, é o dissipador de calor perfeito. A terra irradia calor para o espaço cósmico o tempo inteiro, porém o resfriamento da terra é compensado pelo calor que o planeta recebe do sol. Para que uma parte da superfície da terra se resfrie, basta refletir a luz do sol que incide sobre ela no espaço e irradiar o máximo possível de frio. O mesmo princípio aplica-se aos prédios.

Em uma tentativa de pôr em prática essa ideia, Raman fabricou um material que reflete 97% da luz do sol e irradia o calor em um comprimento de onda entre oito a 13 micrômetros (ou uma milionésima parte de um metro), onde a atmosfera é mais transparente. Os métodos modernos de fabricação permitem viabilizar a produção desse material inovador.

O resultado é uma lâmina com espessura de menos de dois mícrons, equivalente a um semicondutor. Ele tem o mesmo efeito na luz ao de um semicondutor na eletricidade, ou seja, manipula os níveis de energia. De acordo com os princípios da óptica, os níveis de energia correspondem a comprimentos de onda, assim, esse fóton pode ser adaptado, tanto para refletir alguns comprimentos de onda como também para emitir outros. Raman e seus colegas definiram com precisão as dimensões exatas dessas camadas no trabalho publicado na Nature.

Fontes:
The Economist-A cool idea

5 Opiniões

  1. helo disse:

    Parabéns André Luiz. Quem não domina o Ingles por preconceito perde lições importantes publicadas pelo mundo. Parece ser o caso do poder atualmente. Na corrida frenética pelo ouro não sobra tempo para ler, pensar e planejar.

  2. Roberto Henry Ebelt disse:

    Parabéns ao André Luiz D. Queiroz pela contribuição para um melhor entendimento de artigo tão importante.
    Que fique claro que as palavras de Alvin Toffler, lá em 1970, no livro THE FUTURE SHOCK “quem não domina inglês no século 21 pode, definitivamente. ser considerado um analfabeto funcional” estavam absolutamente ceertas.

  3. Ewerton disse:

    Essa é mais uma matéria que não merece nem opinião por não contribuir em nada, vamos opinão para dar enfase a coisas que estão já sendo implantadas.

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Revisaram o texto! Legal! Fico feliz de ter contribuído! :)

    De resto, tomara que tal desenvolvimento tecnológico chegue logo aos consumidores. Afinal, é muito mais lógico evitar que um prédio ou qualquer outra estrutura se aqueça do que gastar mais energia pra resfriar, ainda mais hoje em dia, quando o consumo racional de energia é uma questão não só na economia, mas também no meio ambiente!

  5. André Luiz D. Queiroz disse:

    Equipe de revisão de O&N, vocês continuam ‘vacilando’ quando postam artigos traduzidos, ainda mais um artigo sobre ciência! A frase “O resultado é um fóton equivalente a um semicondutor” é confusa e aparenta ser uma tradução mal feita do original em inglês, “The result, a sheet with a total thickness of less than two microns, is the photonic equivalent of a semiconductor” — melhor seria assim: “O resultado — uma folha com grossura de menos de dois microns — é o equivalente fotônico a um semicondutor”

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