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Crise Humanitária

União Europeia discute cotas obrigatórias de imigrantes

A ideia é uma forma de não sobrecarregar os países do bloco onde os imigrantes chegam e tem o importante apoio da Alemanha

União Europeia discute cotas obrigatórias de imigrantes
Muitos países com governos de direita se mostram contrários à proposta (Foto: Wikipedia)

Na semana passada, a Comissão Europeia apresentou uma proposta para criar um sistema de cotas obrigatórias, que distribuiria os imigrantes por todos os 28 membros da União Europeia (UE). A medida seria um passo importante rumo a uma divisão igualitária dos imigrantes ilegais que procuram a Europa em busca de segurança.

Atualmente, as leis da UE estabelecem que a responsabilidade de acomodar os imigrantes e processar os pedidos de asilo é do país em que eles chegaram. Essa regra sobrecarregou a Itália e a Grécia durante as recentes ondas de imigrantes ilegais da África.

A nova proposta da comissão traria um alívio crucial para esses países europeus, deslocando 40 mil exilados da Síria e da Eritreia para outros países do bloco. Isso não custaria muito aos demais países europeus. Porém, os que têm governos de direita se mostram contrários à ideia.

Hungria, Polônia, Letônia e a República Tcheca protestaram contra o uso de cotas obrigatórias. O Reino Unido também é um dos países que discorda da medida, pois David Cameron tem uma forte política anti-imigração. Além disso, um referendo está sendo convocado para decidir se o país deve continuar na União Europeia.

A discussão, no entanto, tem o importante apoio da Alemanha, carro-chefe da União Europeia. No ano passado, a Alemanha concedeu asilo a 203 mil imigrantes, o maior contingente já registrado pelos países europeus.

Fontes:
NY Times-Europe’s Shared Responsibility for Migrants

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