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Direitos Humanos

União Europeia estuda uso de força militar contra tráfico de pessoas

Ação é uma resposta à crise humanitária que no último mês deixou milhares de mortos no Mediterrâneo

União Europeia estuda uso de força militar contra tráfico de pessoas
Proposta de absorção dos europeus que já chegaram sofre resistência de movimentos xenófobos (Divulgação: Guardia Costiera)

Ministros da Defesa e das Relações Exteriores da União Europeia se encontraram nesta segunda-feira, 18, para discutir o uso de força militar contra traficantes de pessoas que levam imigrantes do norte da África para a Europa através o Mediterrâneo. A ação é uma resposta à crise humanitária que no último mês deixou milhares de mortos .

O número de mortos subiu drasticamente nas últimas semanas, à medida que os traficantes oferecem passagens em botes frágeis de borracha ou em pequenos barcos de pesca, que ficam superlotados. As mortes têm envergonhado a Europa e motivaram seus líderes a procurarem uma solução juntos. Há também a questão comercial, o lucro do tráfico de pessoas tem ajudado a financiar o terrorismo no norte da África.

Na última semana, foi apresentada a proposta para acolher os migrantes que pedissem asilo entre os 28 países membros do bloco europeu. Países como a Hungria e o Reino Unido se mostraram contra essa ideia, que depende a aprovação em uma reunião de cúpula que ocorrerá em junho.

A reunião que desta segunda-feira discutirá o uso de forças armadas para impedir que os navios saiam da costa africana. A discussão promete ser longa, pois Suécia e Irlanda são resistentes ao uso de militares.

Os três passos europeus

Como impedir a chegada de mais imigrantes e acomodar aqueles que já chegaram, são atualmente os maiores desafios da União Europeia. O forte sentimento xenofóbico em alguns países e a resistência em relação ao uso da força põe grandes obstáculos para uma ação rápida.

O plano que está sendo discutido em Bruxelas é dividido em três fases: O primeiro passo é aumentar as patrulhas nas águas internacionais. A segunda parte envolveria o embarque, apreensão e desvio de navios encontrados em águas internacionais.

A terceira fase, a possível destruição de navios de traficantes, é a mais problemática porque envolveria ações perto da costa da Líbia e outros países e, possivelmente, operações de identificação e ataque aos alvos. Isso exigiria uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e um acordo com os países-alvo.

Fontes:
NY Times-E.U. Ministers Meet to Discuss Stopping Human Traffickers by Force

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