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VENEZUELA

União Europeia vai reagir caso Venezuela não realize eleições livres

Um dos líderes da oposição ao governo da Venezuela, Henri Falcón vai participar do pleito presidencial

União Europeia vai reagir caso Venezuela não realize eleições livres
A União Europeia tem demonstrado preocupação com a forma que a Venezuela tem tratado as eleições (Foto: Flickr)

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A União Europeia (EU) está pronta para agir caso a Venezuela não tenha eleições justas. A afirmação foi feita pela chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, na última segunda-feira, 26, durante uma coletiva de imprensa depois de uma reunião de chanceleres em Bruxelas.

“A UE espera eleições livres e justas, a participação de todos os partidos políticos venezuelanos e uma composição revisada e equilibrada do Conselho Nacional Eleitoral. A UE está preparada para tomar decisões e reagir em função da situação. Obviamente, qualquer decisão que não garanta eleições livres, justas e credíveis nos obrigará a ponderar novas medidas”, apontou Mogherini.

A União Europeia tem demonstrado frequente preocupação com a forma que a Venezuela tem tratado as eleições presidenciais, analisando, inclusive, a antecipação do pleito para o próximo dia 22 de abril – decisão que está sendo considerada por muitos como uma forma de sabotar a oposição a Nicolás Maduro. “Ainda há tempo para tomar decisões formais para que as coisas possam ir na direção de garantir eleições confiáveis”, afirmou Mogherini.

No último dia 22 de janeiro, a União Europeia aprovou sanções contra sete altos funcionários do governo venezuelano, como o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, o ministro venezuelano do Interior e Justiça, Néstor Reverol, e o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela, Diosdado Cabello. Além disso, as sanções também atingiram o diretor de serviços secretos, Gustavo Enroque González, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab, e o ex-comandante da Guarda Nacional Bolivariana, António José Benavides.

Entre as sanções estão o congelamento de bens e a proibição de viagens para a União Europeia. Em novembro de 2017, a UE também aprovou um embargo de venda de material que pudesse ser usado pelo governo venezuelano para reprimir a população.

Oposição participará das eleições

Um dos líderes da oposição ao governo de Nicolás Maduro, o militar da reserva Henri Falcón, de 56 anos, se candidatou, na última segunda-feira, 26, para participar do pleito presidencial em abril, indo contra a orientação da Mesa da Unidade Democrática (MUD) – principal coalizão opositora.

Falcón, do partido Avanço Progressista, integra a coalizão da MUD, e será o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), de esquerda. “Consideramos que é imprescindível participar. Em um país onde o regime tem 80% de rejeição, é possível vencer, apesar das armadilhas e dos obstáculos”, afirmou Segundo Meléndez, presidente do MAS.

Na última quinta-feira, 22, a MUD decidiu boicotar as eleições antecipadas, pois não ofereciam garantias de imparcialidade. Mesmo assim, a coalizão afirmou que pode voltar a participar do pleito, caso o governo ofereça condições para equilibrar as chances.

Advogado, ex-prefeito e governador do estado de Falcón entre 2008 e 2017, Henri Falcón foi ligado ao chavismo até 2010, quando rompeu com o movimento após denunciar erros da “revolução bolivariana”. Além de Falcón, o engenheiro Reinaldo Quijada e o pastor evangélico Javier Bertucci também se inscreveram para o pleito presidencial.

Fontes:
DW - Diplomata da UE diz que bloco vai reagir caso Venezuela não realize eleições livres
G1 - Opositor Henri Falcón concorrerá à presidência da Venezuela

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1 Opinião

  1. Daniela Villa disse:

    Na Venezuela uma quadrilha de narco-traficantes se esconde por trás do poder do Estado. No Brasil, nossos corruptos tentam fazer a mesma coisa; mas por hora escapamos. Menos o RJ.

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