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Ebola

Vacinas experimentais serão testadas em humanos

O ebola já fez vítimas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, e um caso foi relatado no Senegal

Vacinas experimentais serão testadas em humanos
Apesar de a doença ter sido descoberta há quase 40 anos, não existem tratamentos adequados ou vacinas (Reprodução/AFP)

O número de vítimas do vírus Ebola continua a crescer de forma alarmante. No dia 9 de setembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que havia registrado 4.293 casos em cinco países da África Ocidental, dos quais pelo menos 2.296 haviam morrido.

Especialistas da OMS acreditam que o número de vítimas foi subestimado porque muitas pessoas estão morrendo em casa. Segundo algumas estimativas, 12 mil pessoas foram infectadas pelo vírus desde o início do surto.

O medo e o sofrimento que o vírus está causando resultaram em uma explosão de atividade científica para encontrar novos tratamentos e vacinas. Alguns desses medicamentos parecem promissores, mas para conter a propagação do vírus Ebola rapidamente, os cientistas e autoridades de saúde terão de contornar muitas das regras existentes que governam a entrega de novas drogas e desenvolver tratamentos a uma velocidade sem precedentes.

Esta estratégia está sendo amplamente endossada. Em agosto, especialistas da OMS concluíram que, desde que certas condições básicas sejam tendidas, seria ético oferecer tratamentos experimentais de eficácia não comprovada para prevenir a infecção. Especialistas reunidos pela OMS em Genebra, em setembro 4 e 5, concordaram e disseram que [a entrega]o fornecimento de novos medicamentos é agora essencial.

O Ebola já fez vítimas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria, e um caso foi relatado no Senegal. Este é o pior surto da história. No entanto, apesar de a doença ter sido descoberta há quase 40 anos, não existem tratamentos adequados ou vacinas porque, até agora, os surtos têm sido intermitentes e afetado alguns dos países menos desenvolvidos do mundo.

 

Fontes:
The Economist-Fast-tracking treatments

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