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Viagens turísticas têm um impacto devastador no planeta

Existe turismo sustentável ou o termo é um paradoxo?

Viagens turísticas têm um impacto devastador no planeta
O termo “turismo sustentável” é um paradoxo? (Foto: Flickr)

De acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional, um turista que faz uma viagem de avião na classe econômica da Inglaterra para o Quênia gera cerca de uma tonelada de emissões de carbono, e não há ações a tomar que possam neutralizar o efeito da quantidade de combustível queimado pelo avião. Essa informação gera a pergunta: existe turismo sustentável ou o termo é um paradoxo?

A frase tem três possíveis significados. O primeiro é ecológico: considerando-se o efeito que o transporte – especialmente o aéreo – tem para o aquecimento global, o termo, de fato, não faz sentido algum. O segundo é social: idealmente, quando culturas se encontram, se entendem e compartilham entre si, os benefícios em longo prazo serão reais. O último é econômico: turistas têm a chance de ajudar a combater a pobreza, encorajando os moradores locais a preservar o meio ambiente do local em que vivem para fins financeiros.

A real questão é qual peso dar a cada um desses significados. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, (UNWTO), 1,1 bilhão de viagens internacionais foram feitas em 2014, um aumento de 4,4% do ano anterior. Quando destinos mais procurados ficam lotados, mais pessoas procuram lugares que se mantêm comparativamente intocados. O paradoxo do turismo sustentável é que pode tanto ser um destruidor da natureza quando um agente para sua conservação.

Manter resorts pequenos e até temporários pode ajudar a resolver esse paradoxo em favor da conservação. Hotéis devem, também, procurar maneiras de abrandar seus efeitos negativos. Apesar de sinais sugerindo que os hóspedes podem ajudar a “salvar o planeta” ao reutilizar toalhas, o desperdício de água é um dos maiores vilões do turismo em massa.

A TUI, uma grande empresa de turismo, diz que economizou 2.2 milhões de euros em 2014 ao racionar o uso de energia e água em 43 de seus hotéis.

Fontes:
The Economist - Travelling light

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