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RELATÓRIO

Violência atinge novo recorde no Afeganistão

Entre janeiro e junho deste ano, 1.692 civis morreram e 3.430 ficaram feridos no país. É o maior número de vítimas já registrado em um 1º semestre desde 2001

Violência atinge novo recorde no Afeganistão
Dados são da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Foto: Unama/Fraidoon Poya)

A violência no Afeganistão atingiu um recorde no primeiro semestre deste ano. Segundo o mais recente relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), 1.692 civis morreram e 3.430 ficaram feridos entre 1° de janeiro e 30 de junho deste ano.

Trata-se de maior número de vítimas já registrado em um primeiro semestre de ano desde o início do conflito, em 2001. O relatório da Unama foi lançado no último domingo, 11, mesmo dia em que um ataque suicida no estacionamento principal do ministério de Reabilitação e Desenvolvimento Rural, na capital Cabul, deixou pelo menos sete mortos e 15 feridos.

Segundo a Unama, ataques com explosivos continuam sendo a principal causa de mortes de civis no Afeganistão. O ataque de domingo, por exemplo, tinha civis como alvo, uma vez que ocorreu no final da tarde, em pleno momento que funcionários deixavam o local após o término do expediente. O Estado Islâmico (Isis) é o principal responsável, respondendo por 52% das vítimas de ataques, sendo eles suicidas ou não. O Talibã responde por 40% das vítimas.

A segunda principal causa de mortes de civis são operações por terra e as cidades mais afetadas pelo conflito são Cabul, Nangarhar, Faryab, Helmand e Kandahar. Agentes da Unama temem que a violência aumente ainda mais, à medida que as eleições de outubro se aproximam.

Enquanto o Isis expande sua atuação no Afeganistão, o Talibã rejeitou as negociações de paz oferecidas pelo presidente Ashraf Ghani. Em vez disso, o grupo busca retomar o poder no país para tornar a impor sua versão ultrarradical do islã.

 

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