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Violência Sexual

Violência sexual em campus universitários

Enquanto nos EUA, universidades são acusadas de manter uma 'cultura de estupro', no Brasil, a USP conta com histórico de casos

Violência sexual em campus universitários
Alunos protestam contra os procedimentos adotados pelas universidades em casos de violência sexual ocorridos em campus (Foto: Reprodução/AP)

Os protestos contra ataques sexuais nos campus de faculdades americanas estão aumentando. Barack Obama disse que eles são “uma afronta aos nossos princípios básicos de humanidade”. Diversas universidades como Johns Hopkins, San Diego State, Emory, MIT, Clemson e a Universidade da Virginia proibiram ou suspenderam as festas nas associações de estudantes nos últimos meses. Enquanto isso, noventa faculdades em 35 estados estão sendo investigadas pelo Departamento Federal de Educação por lidar de maneira inadequada com casos de violência sexual.

Estupro e ataques sexuais tiveram uma diminuição drástica nos Estados Unidos em meados da década de 1990, para 1,1 a cada mil mulheres por ano. E estudantes têm tantas probabilidades de serem agredidos sexualmente quanto não estudantes da mesma idade. No entanto, os ativistas insistem que os câmpus americanos, em especial as associações de alunos, têm uma “cultura de estupro”.

No Brasil:

Os ataques sexuais em campus universitários não se restringem somente aos Estados Unidos. No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) tem um histórico de casos. Atualmente, quatro casos, um de homofobia e três de abuso sexual, estão sendo investigados por sindicâncias abertas pela USP.

De acordo com os dados divulgados na última terça-feira, 9, no jornal O Globo, o Ministério Público também está atuando e investiga, pelo menos, oito casos. O Conselho Gestor da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP) aprovou restrições às festas e a proibição à venda de bebidas alcoólicas dentro da instituição.  Entretanto, a medida não parece ser suficiente. Sania Bomfim, diretora de base do Sindicato de Trabalhadores da USP (Sintusp), afirma, para O Globo, que há muitos anos o sindicato recebe reclamações de funcionários que são assediadas moralmente por professores e diretores da instituição. No entanto, nenhuma delas teve coragem de formalizar uma denúncia.

 

Fontes:
Economist-Professors as judges
O Globo-Alunas da USP se unem para combater abusos e dar apoio às vítimas de agressão

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