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Boas vindas a novas ideias

Visto para empreendedores

Governo norte-americano quer dar mais vistos a pessoas com ideias

Visto para empreendedores
Sistema de imigração norte-americano é estranhamente pouco acolhedor a empreendedores estrangeiros (Reprodução/Internet)

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Ambos os partidos norte-americanos alegam amar os empreendedores. Barack Obama tece loas sobre “uma sociedade que dá poder ao inventor e ao inovador, onde homens e mulheres podem investir em sonhos”. Mitt Romney, que já fundou ele mesmo uma empresa, diz mais ou menos o mesmo. Ainda assim o sistema de imigração norte-americano é estranhamente pouco acolhedor a empreendedores estrangeiros, ainda que outros países estendam o tapete vermelho a eles.

O Chile é um dentre vários países que fizeram um esforço considerável para atrair empreendedores. A Grã-Bretanha oferece vistos a pessoas com ideias promissoras que conseguem atrair US$ 77 mil de investimento para financiá-las. Singapura requer um investimento de apenas US$ 40 mil. A Nova Zelândia não demanda nenhum valor específico, mas concede um visto de residência permanente após dois anos de operação de um negócio caso seja considerado que este “beneficia a Nova Zelândia”. O Chile analisa planos de negócios e premia os melhores com US$ 40.000 sem requerer nenhuma parte na sociedade. Os EUA, por outro lado, não tem nem um visto específico para novos negócios. Com efeito, o país concede vistos a investidores, mas os requisitos são tão rígidos – os requerentes em geral tem que investir US$ 1 milhão – que a cota anual de 10.000 destes vistos em geral não é esgotada.

Nenhum sistema de imigração é perfeito. Todos devem equilibrar interesses conflitantes. Alguns cidadãos simplesmente não gostam de estrangeiros, e a sua opinião não pode ser ignorada. Alguns países estão lotados – mas isso não impede que Singapura dê boas vindas a talentos estrangeiros. Contudo, todos os países precisam de empreendedores para criar novos negócios, novos produtos e novos empregos. E os imigrante tem uma propensão incomum a ter o investimento inicial necessário: 40% da lista das empresas listadas na Fortune 500 foram fundadas por imigrantes ou seus filhos.

Quanto custa carimbar um passaporte?

Como governos de outros países, os políticos americanos são péssimos capitalistas. Mas parece um pouco estranho que um governo coíba um investidor privado que quer arriscar dinheiro em uma nova empreitada simplesmente pelo fato de ele ser estrangeiro. Se a monta a ser investida ultrapassa um certo mínimo – digamos, US$ 10.000, que é mais do que o bastante para uma pequena empresa online – o empreendedor deveria conseguir um visto. E ele ou ela deveriam recebê-lo rapidamente. Os EUA costumam deixar os pedidos de visto de imigrantes em potencial na espera por anos. Outros países, como Canadá e Nova Zelândia, agilizaram e digitalizaram o processo. O país que deu o McDonald’s ao mundo deveria entender o valor da rapidez.

Fontes:
The Economist - Let the job-creators in

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