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Acontece o comício das Diretas Já na Praça da Sé

No dia 25 de janeiro de 1984, acontece o comício das Diretas Já na Praça da Sé

Acontece o comício das Diretas Já na Praça da Sé
Esse comício impulsionou outras manifestações pelo Brasil (Reprodução/Internet)

No dia 25 de janeiro de 1984, o centro de São Paulo foi o palco de um dos momentos mais importantes da história do Brasil. Cerca de 300 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé para o comício que massificou a campanha pelas Diretas Já no Brasil. O ato reuniu diversas personalidades políticas, artistas e lideranças sindicais.

Foi o grito do povo clamando pelo direito de votar, após intensos 20 anos de repressão por parte da ditadura. A campanha pelas Diretas Já começou em 1983. Cresceu ao longo do ano e ganhou verdadeira importância no comício em São Paulo. Esse comício impulsionou outras manifestações pelo Brasil. A ditadura sabia que o fim se aproximava.

A emenda das eleições diretas para presidente foi colocada para votação em 25 de abril de 1984, mas não foi aprovada para frustração dos brasileiros. Tancredo Neves foi eleito presidente em 1985 por eleições indiretas. Porém, ele faleceu em função de uma doença. José Sarney assumiu. Só em 1989 ocorreu a votação direta, com vitória de Fernando Collor.

Fontes:
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4 Opiniões

  1. José Eliseu Batista disse:

    Liberdade, sim; libertinagem, nunca!

    De 1964 a 1985 o Brasil foi governo por militares, período considerado por muitos jornalistas e políticos como a “Era Negra da Nossa História”, embora já tivéssemos passados, de 1937 a 1945 (Estado Novo: A ditadura de Getúlio Vargas), por experiência semelhante.
    Precisamente nos Governos Costa e Silva (1967-1969) e Médici (1969-1974), centenas de brasileiros, principalmente políticos e artistas com viés comunistas e socialistas, foram perseguidos, onde uns deixaram “a fórceps” a terra onde nasceram, e outros tiveram suas vidas ceifadas, em face da ideologia que acreditavam.
    Quando se analisa os Governos Geisel (1974-1979) e João Figueiredo (1979-1985) o cenário não se configura tão radical como nos dois últimos Governos. No Governo Geisel, por exemplo, muito antes das “Diretas, já”, se iniciou a denominada “abertura política”, reforçada no Governo Figueiredo, com a eleição de um civil para Presidente da República, Tancredo Neves, eleito pelo Congresso.
    Quando se estuda os movimentos sociais, desde a Revolução Francesa, percebe-se que, por melhor que esteja a situação reinante, grupos antagônicos se manifestam, expondo suas ideologias. Quando a situação fere correntes políticas divergentes, estas manifestações se agigantam com maior veemência, em virtude da eloquência de algum “líder”. E assim ocorreu com as “Diretas, já” tendo como expoente principal do movimento Ulysses Guimarães, além de Leonel Brizola, Mário Covas, Roberto Freire e Tancredo Neves, este último eleito indiretamente para Presidente em 1984, após a rejeição da Emenda Constitucional “Dante de Oliveira” pelo Congresso. Emenda que possibilitaria a eleição direta para o cargo.
    O irônico disso tudo, é que aquele que foi símbolo das “Diretas, já”, foi rejeitado pelo povo em 1990, quando se candidatou a Presidente da República, assim como foram rejeitados Leonel Brizola, Mário Covas, Roberto Freire. Sagrou-se vencedor, Fernando Collor de Mello, ex-prefeito biônico de Maceió. Com exceção dos estados do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro, os demais estados da Federação votaram maciçamente no “Caçador de Marajás”, com 35.089.998 votos contra 31.076.364 de Luiz Inácio da Silva. E assim foi em 1994, com a rejeição de Brizola. O povo brasileiro é esquisito. Talvez Ulysses, Brizola e outros fossem excelentes vox beck, mas como cantores solos deixassem a desejar.
    Lamentavelmente, a massa é levada com muita facilidade. É como uma pessoa sem atrativo físico, mas com recursos financeiros abundantes: basta dizer-lhe o que quer ouvir (elogiando possíveis atributos), que ela acredita. Sem fazer reflexão.
    “Diretas, já”, não foi um movimento do povo. Foi, sim, de uma classe política que durante anos estive no Poder, mas sem poder. Era algo que já estava por acontecer.
    E o povo acreditou… sem fazer reflexão.

  2. LUIZ CARLOS GUIMARÃES BRONDI disse:

    Enquanto ainda existir, neste país, pseudo-democratas, elitistas e reacionários, que ainda temem por um governo virado ao social, torcendo pelo retorno de uma ditadura militar, evidente que só podemos esperar um retrocesso em nossas duras conquistas politicas. Ainda bem que são ínfimos os infelizes que sofrem com a liberdade de nosso povo. As conquistas democráticas tem de ser preservadas. Claro que corrupção e desonestidade administrativa, coisas intoleráveis, tem de ser duramente combatidas, mas dentro de um processo legal e democrático. As Diretas Já foi um movimento popular que, embora derrotado no Congresso, derrubou de vez com a infame ditadura militar. O povo, enfim, ganhou a liberdade total, tanto é que Bebetos e Man Drakes da vida hoje podem se expressar impunemente expondo as suas idiotices. Isso sim é democracia! E foi por ela que nós lutamos naqueles tempos difíceis, exatamente, para poder garantir a todos e quaisquer beócios a liberdade de expor as suas burrices e as suas asneiras.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Eleição direta para votar no Collor, no Lulla, na Dillma. O FHC pelo menos tem educação, não nos faz motivo de pilhéria.

  4. Roberto1776 disse:

    A maior mancada que já cometemos.
    Quem se opõe a ditadura petista-peemedebista sabe muito bem do que se trata.
    Só ganharam os comunas e socialistas que estão na iminência de transformar o Brasil em uma “nova” união de “repúblicas” socialistas soviéticas.
    Foi mal, muito mal. E não foi por falta de avisos.
    Agora é tarde e Inês é “marta”.

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