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Começa a circulação de bondes elétricos em São Paulo

Os bondes elétricos modernizaram o jeito de ir e vir da população paulista, e de mercadorias, no início do século XX

Começa a circulação de bondes elétricos em São Paulo
Os bondes modernizaram o sistema de transporte público em São Paulo, no início do século XX (Reprodução/Folhapress)

Criada por um grupo de investidores canadenses, a São Paulo Tramway, Light and Power Company , a Light, como ficou popularmente conhecida, e depois de intensas batalhas jurídicas, conseguiu obter a concessão dos bondes elétricos, e os colocou em circulação no dia 7 de maio de 1900.

A ideia desse tipo de transporte público apareceu depois da necessidade do governo da época, devido à constante reorganização geográfica da cidade, de implantar um sistema de transporte coletivo. Na época, a cidade já contava com o trem, que ligava a estação da Luz e a praça da Sé, e o uso dos bondes, movidos por tração animal. Com isso, em 1899, um grupo de investidores canadenses apresentou na Câmara Municipal, um pacote de serviços públicos para utilizar na cidade.

Esse grupo, motivado pela eletrificação dos sistemas de viação, que já era viável, negociaram um contrato que os permitia administrar os serviços de viação pública de transportes de carga e de passageiros, e a  geração e distribuição de energia elétrica, com a instalação de iluminação pública. Foi assim que surgiu a The São Paulo Tramway, Light and Power Company , a Light, como ficou popularmente conhecida.

Antes da criação da Light, o monopólio dos transportes era da Companhia Viação Paulista, que apresentava fortes problemas operacionais. A fim de tirar o domínio dos transportes da Viação Paulista, a Light comprou a Companhia Água e Luz do Estado de São Paulo, que tinha o objetivo de gerar e distribuir energia elétrica. Dessa forma, os canadenses consolidaram seu monopólio sobre os serviços públicos da cidade.

Fontes:
História Viva-A morte do bonde

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2 Opiniões

  1. Áureo Ramos de souza disse:

    Eu ainda cheguei a viajar de bonde. Diferente dos dias de hoje eu via o motorneiro dirigindo e o trocador o povo o procurava para pagar a passagem. Hoje o povo não tem respeito e entra por trás, anda em cima para não pagar a passagem.

  2. laercio disse:

    O mundo é isto, oportunidades, estudos, desenvolvimentos e implantação de ideias.
    O governo brasileiro deverá estimular seu povo para isto mas está preocupado em retirar o quase nada que tem os pobres.

    Está na hora do povo começar a se questionar quando a acreditar em tudo que nos falam…
    Crise existe?
    Para meia dúzia de velhos engravayados talvez sim…

    Eu prefiro pensar que deixamos de explorar nossas riquezas, então, sem exploração não empregamos mão de obra, o mercado fica ocioso e crimes são cometidos fazendo com que o governo invista 6 bilhões por ano em cadeias em prejuízo da educação.

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