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Tem início a Guerra do Yom Kippur

Em 6 de outubro de 1973, Egito e Síria atacaram Israel dando início ao conflito conhecido como Guerra do Yom Kippur

Tem início a Guerra do Yom Kippur
Os israelenses sofreram graves perdas e por pouco eles não perderam o controle sobre as colinas (Foto: Wikimedia)

Segundo a tradição judaica, o Yom Kippur, o Dia do Perdão, é a festividade mais importante e sagrada da religião. É um dia de jejum e reza. Mas em 1973, a festividade virou guerra. O Egito e a Síria atacaram Israel, o que ficou conhecido como Guerra do Yom Kippur, Guerra do Ramadã ou, simplesmente, Guerra de Outubro.

A guerra começou quando o presidente do Egito, Anwar Sadat, tentou neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e recuperar a Península do Sinai, território perdido em 1967, na Guerra dos Seis Dias.

No dia 6 de outubro de 1973, as forças armadas egípcias atacaram o Canal de Suez ao mesmo tempo em que as forças armadas sírias atacaram as Colinas de Golã. Com 70 mil homens, as forças egípcias venceram facilmente os cerca de 500 soldados israelenses, reconquistado uma parte da Península de Sinai. Mas após três semanas de conflitos, o exército israelense obrigou as forças árabes a retroceder, restabelecendo as fronteiras iniciais.

Nas Colinas de Golã, também ocupadas por Israel desde 1967, a guerra começou com um ataque maciço da força aérea e da artilharia sírias. Os israelenses sofreram graves perdas e por pouco não perderam o controle sobre as colinas. Somente no terceiro dia de guerra é que a contraofensiva começou a dar resultado. As colinas foram reconquistadas em dois dias e, a partir do terceiro dia, o palco da guerra passou a ser o território sírio. Os israelenses avançaram até Sasa, a aproximadamente 40 km de Damasco.

Como as Nações Unidas só puderam conclamar a uma trégua em 21 e 22 de outubro, os combates terminaram no dia 24 de outubro de 1973. O Egito teve um total de 15 mil vítimas; a Síria, 3 mil e Israel, 770.

A principal consequência da guerra para o resto do mundo foi o início da primeira Crise do Petróleo, já que os estados árabes membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cancelaram a exportação deste produto para os EUA e os países europeus que apoiavam Israel.

 

Fontes:
Jornal do Brasil-6 de outubro de 1973 – Começa a Guerra do Yom Kippur
Deutsche Welle-1973: Síria e Egito atacam Israel

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2 Opiniões

  1. Henrique Oswaldo Motta disse:

    É curioso notar que se fala em “expansionismo” de Israel mas não se fala que quando da criação do Estado de Israel, da qual um brasileiro, o diplomata Oswaldo Aranha, participou de forma brilhante, presidindo uma Sessão Histórica em 1947, os ingleses, devido aos seus interesses próprios, deixaram que TODOS os países árabes que circundavam o recém criado Estado Soberano o invadissem com o único propósito de EXTERMINAR todos os judeus que ali se encontravam. Israel jamais deverá ter qualquer tipo de arrependimento ou vergonha pelas lutas que empreendeu em defesa dos seus territórios e de tantos quantos se façam necessários para garantir a sua segurança. A reportagem é tendenciosa e não exprime a verdade. O que Egito e Siria pretendiam não era recuperar territórios perdidos nas guerras que eles próprios começaram. Pretendiam, como continuam pretendendo, a destruição de um povo e de uma nação. Tenham a decência de reconhecer que Israel SEMPRE foi atacado primeiro e suas ações SEMPRE foram de defesa. Golan e Sinai são territórios estratégicos para a defesa do Estado de Israel e a ONU não cumpriu até hoje o seu papel de tornar Israel um país seguro para os seus. Portanto, cabe aos militares israelenses fazê-lo da maneira que entenderem adequada. Os que não apoiam Israel não o fazem senão por interesses puramente econômicos. Não querem estar “mal” com os países produtores de petróleo, mas não percebem que o islamismo está se expandindo e intimidando com seu terrorismo a nível mundial a todos os povos livres.

  2. Benaiah Cabral disse:

    Obrigado pela publicação deste artigo. Apenas uma retificação caso a consciência dos redatores permita: nos últimos dois séculos não houve nenhuma política “expansionista” de Israel e antes de moradores judeus da região pertinente, assim como nunca houve estado,nação ou povo palestino, senão comunidades judaicas,árabes e outras em que judeus e árabes tendiam ser apelidados pela alcunha promovida pelo Império Romana e recusada por todos eles. A Guerra do Yom Kipur aconteceu porque o anti-sionismo árabe identificou nos israelenses confiança na mudança de perfil antissemita dos vizinhos e a possibilidade de tanto surpreender como vencer um Israel mais humanista do que realista, mais misecordioso do que alerta e perspicaz. Por favor Redação, vocês gostarian de ser dois milhões ou agora nove milhões à mercê de paixões fundamentalistas e genocidas de dezenas de nações bem armadas e bem apoiadas? Se alguém desejar sinceramente rastrear o passado antissemita hoje reaplicado em anti-sionismo, pode vir a mim,que tenho disposição de ajudar.

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