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‘Estado de S. Paulo’ publica a primeira matéria sobre a Guerrilha do Araguaia

Em plena ditadura militar, o jornal conseguiu driblar a censura e levar à público a Operação Papagaio

‘Estado de S. Paulo’ publica a primeira matéria sobre a Guerrilha do Araguaia
O major Lício Maciel comandou a operação para eliminar a guerrilha (Foto: Wikipedia)

Em 24 de setembro de 1972 foi feito o primeiro registro da Guerrilha do Araguaia na imprensa. O jornal Estado de S. Paulo publicou uma matéria sobre a guerrilha cinco meses após o Exército Brasileiro ter deflagrado, na margem esquerda do Rio Araguaia, na divisa dos estados do Maranhão, Pará e de Goiás (hoje do Tocantins), a operação que resultaria na morte de quase uma centena de pessoas.

A reportagem foi considerado um “grande drible” na censura, revelando em plena ditadura militar as atividades das Forças Armadas na região. Os relatos contam que a região de Xambioá foi transformada “em uma grande praça de guerra”, onde “caminhões, jipes, oficiais e soldados” circulavam “fortemente armados”.

Com bases na Revolução Cubana e na Revolução Chinesa, a guerrilha foi iniciada por quatro militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que organizaram a luta armada para instaurar uma “revolução socialista” na região conhecida como Bico de Papagaio.

Em 21 de abril de 1972, o Exército enviou um grupo de militares para reconhecimento da guerrilha na região entre Marabá (PA) e Xambioá, à época pertencente ao estado de Goiás. Duas semanas antes da primeira ação, os estudantes Pedro Albuquerque e Tereza Cristina, que haviam se desligado da guerrilha, foram presos em Fortaleza.

Dias depois foram presos os guerrilheiros Danilo Carneiro, Rioco Kaiano e José Genoino. No dia 8 de maio, Bergson Gurjão foi o primeiro guerrilheiro a ser morto, dando início a Operação Papagaio. O major Lício Maciel comandou a operação que envolveu mais de 1,5 mil homens das Forças Armadas para eliminar a guerrilha.

A operação de combate à Guerrilha do Araguaia terminou oficialmente no dia 5 de janeiro de 1975, quando o então presidente Ernesto Geisel enviou mensagem ao Congresso para informar o fim do movimento armado.

Fontes:
Agência Brasil - Primeiro registro sobre a Guerrilha do Araguaia na imprensa faz 40 anos

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