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Golpe militar na Argentina

No dia 16 de setembro de 1955, as Forças Armadas deram um golpe de Estado e derrubaram Perón

Golpe militar na Argentina
Perón abdicou de seu cargo sem incentivar revanche e foi para o exílio no Paraguai (Foto: Wikimedia)

Depois de meses de tensão política na Argentina, as Forças Armadas realizaram um golpe de Estado, que fez com que Juan Domingo Perón fosse deposto após nove anos no poder.

Apesar de civis e pessoas ligadas ao partido peronista tentarem lutar contra o levante, Perón abdicou de seu cargo sem incentivar revanche e foi para o exílio no Paraguai. Os representantes da futura Junta Militar exigiram a renúncia do líder populista, ameaçando invadir a Casa Rosada (sede da presidência) e retirá-lo a força do poder.

Ele havia vencido as eleições de 1946 e foi reeleito em 1952. Seus anos de governo foram marcados pela estatização das ferrovias, empresas de telefonia, de petróleo e companhias de eletricidade, assim como pelo crescimento industrial. Sob o comando do líder populista, os trabalhadores ganharam direito à aposentadoria, férias remuneradas, cobertura de acidentes de trabalho e seguro médico. Já na política externa, Perón adotou uma postura antiamericana e antibritânica, considerada por ele como um ponto de equilíbrio entre o comunismo e o capitalismo.

No entanto, a fragilidade de seu modelo logo começou a aparecer. Perón não conseguiu controlar a inflação e a crise econômica deslanchava. No quadro internacional, o embrião da Guerra Fria estava amadurecido e o bloco capitalista ocidental, liderado pelos Estados Unidos, condenava e reprimia a política nacionalista de países sul-americanos com tendências socialistas.

 

Fontes:
Jornal do Brasil-16 de setembro de 1955 – Golpe derruba Perón

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2 Opiniões

  1. Rogerio Faria disse:

    E deixou as Malvinas para os ingleses.

  2. Roberto1776 disse:

    Um BRIZOLA portenho, tipo populista, capaz de destruir uma potência mundial como era a Argentina no pós-guerra. Esses tipos nunca desaparecem; Lula, Getúlio, brizola, Jango, dilmarousseff, maduro, chavez, aquele indio boliviano. Verdadeiras pragas perenes latino americanas.

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