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Massacre do Carandiru

Em 2 de outubro de 1992, 111 presos foram mortos na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo

Massacre do Carandiru
Imagem dos sobreviventes nus no campo do presídio retratada no filme Carandiru (Fonte: Reprodução)

No dia 2 de outubro de 1992, uma rebelião acabou em tragédia em São Paulo. Tudo aconteceu na Casa de Detenção do Carandiru, na zona norte da capital paulista. Uma briga no segundo andar do Pavilhão 9 entre dois detentos gerou um tumulto generalizado. O episódio ficou conhecido como Massacre do Carandiru por conta dos 111 detentos executados. O acontecimento ganhou repercussão internacional e o caso ainda é alvo de controvérsia entre policias e defensores dos direitos humanos.

Como os agentes penitenciários não estavam conseguindo deter os presos, a Polícia Militar foi chamada. O coronel Ubiratan Guimarães foi quem comandou a operação. Mais de 300 policiais invadiram o Pavilhão 9 com armas de diversos tipos e cães. Depois que o coronel foi ferido em uma pequena explosão, o capitão Wilton Brandão Filho foi quem assumiu o comando.

Muitos presos foram mortos durante a invasão, os sobreviventes foram retirados de suas celas nus e descalços e levados para o pátio, onde foram agredidos. Outros presos tiveram que carregar os corpos até o 1° andar, onde foram empilhados, modificando o cenário do episódio, o que dificultou a perícia.

No dia do massacre, véspera das eleições municipais, a polícia informou que 8 presos tinham sido mortos. Este foi um dos motivos da contreversia a respeito do episódio. No dia seguinte, meia hora antes do fim das eleições municipais, o secretário de Segurança Pública do Estado Pedro Franco de Campos informou que 111 pessoas morreram no massacre. Ex-detentos dizem que foram mais de 200. Nenhum policial foi morto.

O coronel Ubiratan foi condenado a 632 anos de prisão em 2001, mas foi absolvido, em 2006, pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que entendeu que o policial agiu no “estrito cumprimento do dever legal”. Meses depois, ele foi assassinado em sua casa.

Fontes:
Superinteressante-Como foi o massacre do Carandiru?
Uol Notícias-Após ser condenado a 623 anos por massacre, coronel Ubiratan foi absolvido e assassinado em 2006
Folha Online-Saiba como foi o massacre do Carandiru

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1 Opinião

  1. olbe disse:

    O Brasil não consegue se desenvolver porque não existe FISCALIZAÇÃO e a Justiça é muito lenta. Depois de todos estes anos dizer chegar finalmente a conclusão de que não houve um massacre é rir da nossa cara. Por pior bandidos que aquelas pessoas fossem, tinham direito de não serem tratados como animais descartáveis. mas a justiça é lenta e não faz justiça..
    Para nosso horror os 200 jovens universitários que morreram torrados numa boite no sul, só por falta de fiscalização, continuam sem um julgamento..E outros tantos casos de injustiça. Quem no Brasil não é vitima de algum órgão que não faz justiça?
    Quase comprei um apartamento cujo dono pegava o sinal e sumia. Consegui saber do ocorrido na hora de pagar, denunciei. A pessoa ficou presa dois dias. O processo continuou. Por duas vezes fui convocada a comparecer no Tribunal de Justiça..por duas vezes só eu, a prejudicada, que compareceu..ninguém mais foi..por duas vezes..Disseram que foi suspensa na hora…e já fazem 2 anos. Nunca mais chamaram mas o apartamento continua a ser vendido. Um corretor já me ofereceu…

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