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Morre Francesco Matarazzo

O empresário Francesco Matarazzo morreu em 10 de dezembro de 1937

Morre Francesco Matarazzo
Depois do naufrágio de seu navio, a família chegou ao Brasil apenas com a roupa do corpo (Foto: Flickr)

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Francesco Matarazzo morreu em 10 de dezembro de 1937, aos 82 anos. Ele chegou ao Brasil em 1881, vindo de Castellabate, no sul da Itália. Ao contrário da maioria dos imigrantes italianos, que tinham baixo nível de instrução, ele era formado em Direito. Chegou aqui com 27 anos de idade, acompanhado da mulher e dois filhos. Ao partir, ele investiu todas suas economias em uma carga de banha de porco, produto então indispensável nas cozinhas, que pretendia vender ao chegar. Seu navio afundou perto da chegada a Santos e a família chegou ao Brasil apenas com a roupa do corpo.

Matarazzo foi parar em Sorocaba, cidade do interior de São Paulo. Em 1882 ele começou sua vida comercial abrindo um armazém. Ele importava banha de porco e farinha de trigo para revender. Depois de algum tempo começou a criar porcos e produzir sua própria banha. Em seguida começou a fabricar latas para embalar a banha. Aflito com o desperdício dos ossos de porco, que eram jogados fora, começou a usá-los para fabricar botões de roupa e barbatanas para colarinhos.

Mais tarde ele mudou-se para São Paulo onde instalou um grande moinho de trigo e de massas alimentícias. Etapa seguinte, criou uma tecelagem para fabricar os sacos de algodão em que a farinha era embalada. A diversificação continuou com serraria, mais tarde fábrica de cimento, indústria química e de celulose. Ao morrer, Matarazzo deixou o maior grupo industrial da América Latina, com 180 fábricas.

Seu filho Francisco, que o sucedeu, não teve o brilho do pai e o grupo entrou em decadência. Chiquinho, como era chamado, morreu em 1977, deixando o controle para a filha Maria Pia. Em 1984 Maria Pia pediu concordata, e hoje nada resta do grande grupo a não ser dívidas e alguns imóveis.

Matarazzo morreu após uma crise de uremia. Era, naquele momento, o homem mais rico do país.

Fontes:
Revista de História-Senhor indústria

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6 Opiniões

  1. Bosco disse:

    achei otima a materia

  2. SILVANE disse:

    em primeiro lugar, Francesco Matarazzo chegou ao Brasil em 1881 e no mesmo ano se instalou em Sorocaba, onde conhecia uma amigo que lhe ajudou na inserção economica nesta cidade.

  3. Hamilton disse:

    Excelente matéria, ainda que bastante curta. Sou professor de história e pouco se fala do imigrantes que sem nada vieram e aqui construiram um império empresarial. No Caso do Conde Matarazzo ele foi um grande visionário, seu sobrenome já foi sinônimo de fortuna aqui em sp…pena que exemplos como este, de pessoas que se fizeram pelo próprio trabalho e esforço pessoal não são valorizados na nossa história…antes preferimos vitimizar-nos frete as circunstâncias da vida para exigir algum benefício público. O Conde Matarazzo, O Barão de Mauá e Antonio Erminio de Moraes são exemplos de homens que não se limitarem pelas circunstancias do seu tempo, foram empreendedores desbravadores. lamento muito que o Brasil não valorize seus exemplos, como homens de sucesso que deveriam ser imitados.

  4. Marcelo Bastos disse:

    SOMENTE CORRIGINDO…O PAI DO FRANCESCO QUE ERA FORMADO EM DIREITO (SR. COSTABILE), O FRANCESCO MAL TERMINOU O 2 GRAU.

  5. Edenilson disse:

    Será que nos cursos de administração, ensinam sobre o modelo administrativo de Matarazzo e outros grandes empreendedores?

  6. José Ney Titericz disse:

    Formou-se um Império Econômico que durou enquanto houve vida ativa aos donos das indústrias… pois,
    os olhos do dono é que engordam os bois…. Uma pena para o povo, pois, eram ofertados muitos empregos diretos e indiretos com seus negócios… Eu os admiro e tiro o chapéu para os Matarazzos… Embora seu modelo administrativo não seja objeto de ensino dos cursos de administração é um exemplo a ser repetido para, sem dúvidas, almejar sucesso empresarial… Lei de São Tomé… Ver para crer…

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