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Morre Joaquim Xavier da Silveira

Em 30 de agosto de 1874, morreu o poeta abolicionista brasileiro Joaquim Xavier da Silveira

Morre Joaquim Xavier da Silveira
Busto de Xavier da Silveira na cidade de Santos (Foto: Memória de Santos)

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Joaquim Xavier da Silveira foi um importante poeta abolicionista brasileiro. Ele nasceu em 7 de outubro de 1840, em Santos, São Paulo, onde viveu até a adolescência, quando foi para a capital cursar Direito.

Sua família teve grandes problemas para sustentar seus estudos. Para ajudar no custeio, Xavier passou a trabalhar como comerciante na Casa Vergueiro & Cia. Ele se formou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1865.

Pessoas próximas a Xavier consideravam o jovem um orador influente e eloquente, que fazia discursos inflamados em favor dos escravos e contra a desigualdade social.

Ele teve uma trajetória de sucesso até se deparar com o caso de um réu escravo levado a julgamento por tentar matar seu feitor. Xavier tentou desesperadamente inocentar o réu, mas seus esforços foram inúteis. Diante disso, ele decidiu largar para sempre a carreira.

Antes de deixar o tribunal, ele se dirigiu ao réu e exclamou: “Sê infeliz! Cumpre o teu destino angustioso e funesto, pária deserdado de toda proteção social! Sê infeliz! A tua defesa foi feita: – se nela houve sombras, foram devidas à imensa noite de minha própria niilidade intelectual, se houve luzes, foram devidas às chamas da caridade em que me abraso!”. Depois, voltou-se para os jurados e exclamou: “Senhores jurados, eu nunca mais voltarei ao júri de são Paulo”.

Após esse dia, Xavier retornou a Santos para se dedicar à causa abolicionista. Fundou o jornal A Imprensa e, depois, assumiu o comando do Diário de Santos. Com o tempo, se tornou uma das figuras mais proeminentes da cidade, e passou a ser chamado de Silveirinha.

Xavier morreu jovem, em 30 de agosto de 1874, vítima da varíola quando tinha apenas 34 anos. Sua reputação como um dos mais importantes homens da época fez mais de 50 jornais do estado de São Paulo publicar seu obituário, com textos sobre sua trajetória.

Seu livro Poesias foi publicado após sua morte, em 1902, por seu filho, Joaquim Xavier da Silveira Júnior. Posteriormente, também foram publicados as obras Porque Amo a Noite, e História de Um Escravo.

Fontes:
Artefato Cultural-Xavier da Silveira

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