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Morre Rubem Braga

Em 19 de dezembro de 1990, morre o escritor e jornalista Rubem Braga

Morre Rubem Braga
Rubem Braga foi correspondente de guerra na Itália e Embaixador do Brasil em Marrocos (Foto: Wikimedia)

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Rubem Braga foi um escritor e jornalista que ficou conhecido no Brasil como cronista dos principais jornais e revistas de grande circulação no país. Foi considerado por vários críticos um mestre da poesia em prosa. A obra de Rubem Braga fez com que a crônica passasse a ter um desenho moderno, de tom confessional e com foco no detalhe, uma característica forte do seu estilo. Era irmão do poeta Newton Braga.

Nascido em 12 de janeiro de 1913, em Cachoeiro de Itapemerim, no Espírito Santo, era filho de Francisco Carvalho Braga, proprietário do jornal Correio do Sul. Durante a adolescência, mudou-se para a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, após se desentender com um professor em um colégio de sua cidade.

Em 1929, Rubem Braga iniciou no mundo da literatura e escreveu as suas primeiras crônicas no jornal de seu pai. Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e transferiu-se para Belo Horizonte, onde concluiu o curso em 1932, porém não exerceu a profissão. No mesmo período que se formou, trabalhou na cobertura da Revolução Constitucionalista de 1932 para um jornal de Belo Horizonte.

Seu primeiro livro com crônicas lançado foi o “O Conde e o Passarinho”, em 1936, e fundou em São Paulo a revista Problemas, além de outras. Casou-se com a militante do Partido Comunista Zora Seljan, no entanto nunca se filiou ao partido. Rubem Braga retornou ao Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar no seminário de esquerda do jornalista Samuel Wainer, o “Diretrizes”. Por seu posicionamento crítico em relação ao governo de Getúlio Vargas em suas crônicas, foi preso em duas ocasiões.

Em 1944, o governo brasileiro enviou, durante a Segunda Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira para a Itália e Rubem Braga foi responsável pela cobertura das atividades. Além dessa experiência fora do país, foi embaixador brasileiro no Marrocos entre os 1961 e 1963, durante o governo do presidente João Goulart.

Uma grande característica do escritor foi seu posicionamento crítico em suas crônicas, que passaram a ser seu foco principal, alem do estilo irônico, lírico e extremamente bem humorado. Durante o governo militar no Brasil, foi investigado por defender a liberdade de imprensa e criticar a violência do Estado.

Em seus últimos anos de vida, Rubem Braga publicava crônicas no jornal O Estado de S. Paulo. Ao todo, trabalhou por 62 anos no jornalismo e publicou mais de 15 mil crônicas. Devido a complicações em um tumor na laringe, morreu no dia 19 de dezembro de 1990, no Rio de Janeiro.

Fontes:
E-Biografia-Rubem Braga

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