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Nasce Sérgio Buarque de Holanda

Em 11 de julho de 1902, nasce o historiador Sérgio Buarque de Holanda

Nasce Sérgio Buarque de Holanda
Historiador é considerado um dos grandes intelectuais brasileiros (Foto: Wikipedia)

“Raízes do Brasil” é uma das obras mais conhecidas de Sérgio Buarque de Holanda, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX. O historiador era filho de Christovam Buarque de Holanda e Heloísa Gonçalves Moreira Buarque de Holanda e nasceu em 11 de julho de 1902, em São Paulo. Sérgio estudou o primário na Escola Caetano de Campos, tendo cursado a maior parte do ginásio no São Bento.

Aos 19 anos, participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1925 concluiu o curso de Bacharel em Direito na Universidade do Brasil. Seus primeiros passos profissionais foram em redações de jornais. Em 1926 dirigiu o periódico “O Progresso”, de Cachoeira do Itapemirim, em Espírito Santo. No ano seguinte atuou no Jornal do Brasil como colunista e como funcionário da Agência United Press. Três anos depois trabalhou como correspondente dos Diários Associados, em Berlim. Foi colaborador da revista Brasilianische Rundschau, do Conselho do Comércio Brasileiro de Hamburgo, em 1930.

Sérgio Buarque de Holanda voltou ao Brasil em 1936, quando passou a lecionar na Universidade do Distrito Federal e, no mesmo ano, lançou o livro “Raízes do Brasil”. Três anos mais tarde dirigiu a seção de publicações do Instituto Nacional do Livro. Viajou para os EUA, em 1941, a convite do setor de Relações Internacionais do Departamento de Estado. Mais tarde, atuou como professor da Escola de Sociologia e Política, em 1945, e como professor convidado de Estudos Brasileiros da Universidade de Roma, em 1952.

O historiador também é autor de livros como “Cobra de Vidro” (1944), “Caminhos e Fronteiras” (1957), que ganhou o prêmio Edgard Cavalheiro do Instituto Nacional do Livro, Visão do Paraíso – Os Motivos Edênicos no Descobrimento e na Colonização do Brasil, que o fez conquistar a cadeira de professor na USP e a obra Elementos básicos da nacionalidade – o homem.

Em 1967 recebeu o prêmio Governador do Estado, na seção literatura. Aposentou-se como catedrático da USP, em 1969, e dez anos depois recebeu o troféu “Juca Pato” como intelectual e o Jabuti pela categoria Ensaios. Na política foi membro-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele morreu aos 80 anos, em 24 de abril de 1982, em São Paulo.

Fontes:
Interpretes do Brasil-Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982)

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4 Opiniões

  1. Vitor disse:

    Esperava mais da matéria, muitos fatos, pouca análise. Talvez fosse o caso de convidar algum especialista para comentar algum ponto da obra.

    Mas não se pode julgar pelas ausências, e sim pelo que fez. Nunca que esqueci do parágrafo de abertura do Raízes do Brasil, onde ele define os brasileiros como uns desterrados em sua própria terra.

  2. João Cirino Gomes disse:

    Seja lá quem for o historiador, se não narrar a verdade sobre a independência do Brasil perde minha confiança, indiferente se estiver vivo ou morto! Mas os hipócritas têm mania de endeusar os falecidos e desprezar os que deveriam apoiar pelo fato de estarem vivos!
    Olhe de onde vem a História contraditória: O Rei de Portugal explorava a riquezas do Brasil! E de tanto o povo ser explorado surgiu à revolta onde o patriota Joaquim José da Silva, o Tiradentes, foi morto! Bom, ai o filho do rei de Portugal assume o poder! Se junta aos traidores Joaquim Silvério dos reis e outros mais que havia traído Tiradentes, e proclamam a falsa independência! E as mentiras continuam até hoje, na política e nas escolas! E desta forma o Brasil tem 510 anos de escravidão enganação e dependencia; onde os governantes aprenderam a ser corruptos ou bananas cagões! E nas escolas, tinham coragem de nos ensinar a cantar: Ou deixar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil! Enquanto isso; Continuam nos explorando com as mais altas taxas tributarias do universo, nos iludindo com promessas de melhorias, e doando nossos impostos a países de primeiro mundo> Quanta hipocrisia demagogia e falsidade!

  3. Helio disse:

    Parece que Sergio Olanda ou Hollanda era adorável. Sempre tratou dos assuntos importantes. Assim o fez em “Raizes”, em que despreocupado,deixou passar algumas tantas contradições.

  4. Arlon Borges disse:

    Vocês grafam Sérgio Buarque de Holanda mas na certidão de nascimento o nome do pai está Hollanda, com dois “LL”, e na de batismo Olanda, sem “H”.

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