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Supremo do Chile aprova interrogar Henry Kissinger

Em 30 de julho de 2001, a mais alta corte do Chile aprova a interrogação do ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger sobre seu suposto envolvimento na morte de um jornalista americano durante a ditadura de Pinochet

Supremo do Chile aprova interrogar Henry Kissinger
O ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger (Foto: Wikipédia)

Charles Horman foi um jornalista americano que cobriu o golpe militar do general Augusto Pinochet, no Chile, contra o presidente socialista Salvador Allende, em 1973. Horman escreveu sobre o envolvimento dos EUA no golpe e, pouco depois, foi sequestrado por soldados chilenos e assassinado, em 17 de setembro de 1973.

Vários historiadores afirmam que o apoio do governo americano foi crucial para o golpe e para a consolidação do regime de Pinochet. À época, o chefe do Departamento de Estado americano era Henry Kissinger. Ele era encarregado de supervisionar todas as operações secretas realizadas pelos diversos organismos do governo americano, inclusive a CIA. Por isso, houve uma tentativa de responsabilizar Kissinger pela morte de Horman.

Em 2001, o juiz chileno Juan Guzmán Tapia conduziu uma investigação sobre a morte do jornalista. Entre os cinco americanos que testemunharam estava Joyce Horman, viúva da vítima. A investigação incluiu a reconstituição do crime no Estádio Nacional de Santiago, onde Horman e milhares de pessoas foram mortas pelo regime de Pinochet. Em 4 de julho, Tapia assinou um pedido para interrogar Kissinger pela morte do jornalista.

A solicitação para interrogar o ex-funcionário do governo Nixon, no entanto ainda precisava da aprovação da Suprema Corte chilena para ter reconhecimento legal no país antes de ser enviada aos EUA. Segundo a família de Horman, o Departamento de Estado americano sabia da detenção do jornalista na época, mas não fez nada para impedir sua morte.

Em 30 de julho de 2001, a Suprema Corte chilena aprovou a interrogação de Kissinger. No entanto, ele nunca respondeu às acusações, contando com a cumplicidade do poder político e econômico norte-americano.

Fontes:
Wikipédia - United States intervention in Chile

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