Início » Economia » Internacional » A internet está tornado a prostituição mais segura
venda de sexo online

A internet está tornado a prostituição mais segura

Acima de tudo, a internet está tornando a prostituição mais segura do que qualquer governo jamais fez

A internet está tornado a prostituição mais segura
A proibição, parcial ou total, tem sido um expediente comum, o qual tem fracassado em reprimir o comércio do sexo (Reprodução/JonBerkeley)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A compra e venda do sexo está avançando na internet. Sites pessoais permitem que prostitutas construam sua reputação e anunciem seus serviços. Sites de avaliações oferecem impressões confiáveis de clientes sobre o ramo do sexo comercial pela primeira vez na história. A mudança faz com que o ramo se pareça cada vez mais como um setor de serviços normal.

Os moralistas lamentarão a disseminação de tais serviços na internet porque isso estimulará o crescimento do negócio do sexo, mas todo o resto deveria comemorar. O sexo combinado on-line e vendido a partir de um apartamento ou quarto de hotel é menos complicado para os clientes do que bordeis ou zonas de prostituição.

Acima de tudo a internet fará mais para tornar a prostituição mais segura do que qualquer lei jamais o fez. Os cafetões têm uma propensão menor a serem abusivos se as prostitutas tiverem uma alternativa para acessar o mercado.

Os governos deveriam aproveitar a oportunidade para repensar as suas políticas. A proibição, parcial ou total, tem sido um expediente comum, o qual tem fracassado em reprimir o comércio do sexo.

A prostituição está sendo intermediada pela internet, queiram os governos ou não. Caso eles tentem obstruir essa mudança acabarão gerando prejuízos. Com efeito, a meta irrealista de extinguir o comércio do sexo distrai as autoridades dos horrores da escravidão contemporânea (que muitos ativistas relacionam à imigração ilegal com o objetivo de prestação de serviços de prostituição) e da prostituição infantil (que pode ser descrita como o pagamento para viabilizar o estupro de uma criança).

Os governos deveriam focar em reprimir e punir tais crimes – e deixar que adultos em consentimento que queiram comprar e vender sexo o façam de forma segura e privada na internet.

 

Fontes:
The Economist-A personal choice

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *