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A nova forma de narcotráfico online

Gangues do submundo do crime criaram novas estratégias engenhosas para escapar do cerco da polícia

A nova forma de narcotráfico online
A estratégia é usada em espionagem para trocas ou entregas de material sigiloso (Foto: Pixabay)

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Traficantes de drogas que operam no mundo sombrio da dark web – uma fatia da chamada deep web, que é uma parte da internet intencionalmente mantida escondida para não ser acessada por nenhum browser comum
– estão usando aplicativos criptografados para vender seus produtos.

Segundo especialistas em cibernética, após uma repressão violenta à venda de drogas online, as gangues do submundo do crime criaram novas estratégias engenhosas para escapar do cerco da polícia.

Em uma entrevista anônima ao jornal Independent, um pesquisador de cibersegurança que se infiltrou em canais do aplicativo de mensagens Telegram explicou como os bots são usados para se comunicar com os clientes, tanto pela praticidade quanto por medida de segurança.

Além da descrição do uso de bots, ele compartilhou imagens das mensagens dos grafites pintados nos muros próximos às estações de metrô e pontos de ônibus, assim como em locais públicos, outra forma de contato com clientes em potencial.

Em outra grande mudança em sua estratégia de venda, os traficantes estão usando locais públicos para distribuir a mercadoria. Assim, evitam o perigo de encontros pessoais e o risco do rastreamento ou interceptação de drogas através do serviço postal.

Essa estratégia é usada em espionagem para trocas ou entregas de material sigiloso entre agentes em locais públicos, como parques. Assim que a compra é feita, o traficante avisa ao cliente o local onde a mercadoria será entregue. As criptomoedas, como a bitcoin, são as preferidas nessas transações.

Essas gangues começaram a agir na Ucrânia, mas, em seguida, espalharam-se pela Rússia, pelos Bálcãs, Europa Central e Leste Europeu.

Segundo Rik Ferguson, consultor da Europol, as plataformas criptografadas que protegem a identidade dos usuários, como o aplicativo Telegram, são as mais usadas pelos traficantes de drogas.

“Os criminosos precisam de ferramentas de comunicação confiáveis ​​para realizar seu trabalho”,  disse Ferguson ao Independent.

“O Telegram se tornou a ferramenta preferida dos traficantes, mas aplicativos de mensagem como o WhatsApp também são usados para contatar clientes”, observou Ferguson.

O Telegram ganhou notoriedade ao ser escolhido como a principal ferramenta de comunicação dos jihadistas do Estado Islâmico (Isis).

Além de ser usado em atividades terroristas, uma investigação recente revelou que criminosos utilizam o Telegram para compartilhar fotos de abuso infantil e números de cartões de crédito roubados.

Apesar do aumento da atividade criminosa online e da dificuldade em rastreá-la, Ferguson alertou que o problema não seria resolvido com a imposição de limites à criptografia ou a instalação de backdoors no sistema computacional de aplicativos como o Telegram.

“Essas medidas seriam contornadas com novas estratégias para burlar a vigilância na internet. É uma situação extremamente complexa”, disse
Ferguson.

Fontes:
Independent-DARK WEB CRIMINALS SWITCH TO POPULAR APPS TO SELL DRUGS, USING BOTS AND SECRET GRAFFITI MESSAGES TO DO BUSINESS

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