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ARGENTINA

Agricultores se voltam contra Macri

Presidente argentino vem vivenciando a erosão de um dos principais pilares de seu governo: o setor de agronegócio

Agricultores se voltam contra Macri
Altas taxas de empréstimos e retorno de tarifas para exportação afastaram ruralistas de Macri (Foto: Wikimedia)

O presidente argentino Mauricio Macri vem vivenciando a erosão de um dos principais pilares de seu governo: o setor de agronegócio.

Em 2015, ruralistas apostaram com força na candidatura do presidente, por conta de suas promessas de fortalecer o agronegócio e cortar tarifas de exportação da era Kirchner que freavam as vendas no exterior para manter controlado o preço dos produtos em território nacional.

Agora, líderes do setor expressam desapontamento e frustração em relação ao presidente. Dentre os motivos que levaram a relação a esfriar está justamente o retorno das tarifas de exportação, além de elevadas taxas de empréstimo que afetam pequenos agricultores.

“Apoiamos [Macri] publicamente o governo nas últimas eleições [o pleito legislativo de 2017] por acreditarmos que estava administrando as políticas que os agricultores precisam. Hoje não podemos fazer o mesmo”, disse, em entrevista à Reuters, Carlos Iannizzotto, presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária – uma das quatro maiores organizações de agronegócio da Argentina, que, juntas, formam a influente Mesa de Enlace.

Jornalistas da Reuters consultaram líderes das quatro organizações e todas apontaram com como motivo do recuo do apoio a Macri o retorno das tarifas de exportação e as altas taxas de juros para empréstimos – algumas acima de 60%.

O agronegócio não tem o poder de impactar todo o eleitorado argentino, mas o setor, que responde por mais da metade das exportações da Argentina, a segunda maior economia da América do Sul, serve como um termômetro para Macri, que em outubro tentará se reeleger para um segundo mandato.

No momento, o presidente se empenha para acomodar os ânimos do setor de agronegócio com as metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para obter o empréstimo de US$ 56,3 bilhões, concedido no ano passado. Entre os compromissos firmados está a promessa de tomar medidas para equilibrar o déficit do país, o que inclui o retorno das tarifas de exportação.

Fontes:
Reuters-Antes aliados, agricultores da Argentina se voltam contra Macri

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