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RELATÓRIO

América Latina e Caribe respondem por 20% das perdas de alimentos no mundo

Região, que reúne apenas 9% da população global, é responsável por um quinto de todo alimento perdido no mundo

América Latina e Caribe respondem por 20% das perdas de alimentos no mundo
Em termos de calorias, a região perde 14% das calorias que produz (Foto: Taz/Flickr)

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A região da América Latina e do Caribe é responsável por 20% das perdas de alimento no mundo. O levantamento, feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), foi divulgado na última segunda-feira, 14.

A perda de alimentos foi revelada no relatório Estado Mundial de Alimentação e Agricultura 2019 (Sofa, em inglês). O registro da perda leva em conta a quantidade total de alimentos perdidos desde a pós-colheita até o varejo – sem a inclusão deste último momento.

Já em relação apenas aos alimentos produzidos na América Latina e no Caribe, a região perde 12% de todo o seu alimento produzido. A estimativa fica abaixo da média global, que chega a 14%. Em termos de calorias, a região perde 14% das calorias que produz.

Através de um comunicado, a FAO chama a atenção que a região abriga apenas 9% de toda a população mundial. No entanto, mesmo assim, a região responde por um quinto de todo alimento perdido no mundo. As causas das perdas variam desde falhas técnicas até erros humanos.

“As principais causas de perdas nas propriedades rurais incluem a colheita no momento errado, as más condições climáticas, as práticas incorretas de colheita e de manejo e os desafios na comercialização de produtos. […] As condições inadequadas de armazenamento, bem como decisões inadequadas tomadas nos estágios iniciais da cadeia de abastecimento, geram perdas significativas e um prazo de validade mais curto para alguns produtos”, destacou o comunicado da FAO.

Segundo o relatório, diferentes países da região passaram a adotar, a partir de 2015, medidas para conter a perda dos alimentos. Entre os protagonistas na luta contra a perda de alimentos na América Latina e no Caribe figuram Argentina, Brasil e Chile.

Em 2015, a Argentina criou o Programa Nacional para a Redução de Perdas e Desperdícios de Alimentos. A iniciativa fornece informações sobre como evitar a perda e desperdício de alimentos e engloba mais de 80 instituições públicas e privadas.

Já no Brasil, a rede nacional de bancos de alimentos entregou alimentos que acabariam no lixo a mais de 1,4 milhão de brasileiros, distribuídos em 500 municípios, em 2017. No Chile, o Comitê Nacional de Prevenção e Redução de Perdas e Desperdícios de Alimentos foi instituído com o objetivo de promover estratégias para reduzir perda de alimentos.

Ademais, o relatório da FAO também alerta para o impacto ambiental da perda dos alimentos, avaliando os efeitos em relação ao carbono, à terra e à água. Isso porque a região responde por 5% de toda água doce usada para produzir e fornecer alimentos em nível mundial.

“A pegada de carbono dos alimentos é a quantidade total de gases de efeito estufa emitida ao longo do ciclo de vida dos alimentos, expressada em dióxido de carbono (CO2) equivalente. A América Latina e o Caribe são responsáveis por 16% da pegada de carbono global ocasionada pelas perdas e desperdícios de alimentos. A pegada da terra é a superfície de terra necessária para produzir os alimentos. A região é responsável por 9% da pegada terrestre do mundo devido à perda e desperdício de alimentos”, esclareceu a FAO.

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