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EM ENTREVISTA

Atos como os do Chile serão ‘esmagados’ no Brasil, diz deputado

Lincoln Portela (PL-MG) cita ‘força esmagadora’ de Bolsonaro ao falar sobre possibilidade de ocorrerem no Brasil protestos como os vistos em países vizinhos

Atos como os do Chile serão ‘esmagados’ no Brasil, diz deputado
Lincoln Portela é alvo de inquérito por improbidade administrativa (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados)

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O deputado federal Lincoln Portela (PL-MG) gerou polêmica ao declarar, em entrevista ao site Congresso em Foco, que, se houver no Brasil um movimento como o observado na Bolívia, Chile e Colômbia, será “esmagado” pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Não acredito [que ocorram] porque vem uma força esmagadora do Bolsonaro. Ele vem com tudo se houver um movimento, que será esmagado. Reprimido totalmente. Mas eles não querem isso. Nem os sindicatos querem. […] Se a motivação se for a do Chile, da Colômbia, esse tipo de mobilização que está acontecendo por aí, não se iluda, que será reprimida contundentemente. E mais, 50% da população vai apoiar, porque não quer isso para o Brasil. Os 30% que não são direita nem esquerda, mas contra o radicalismo, também vão se levantar, porque vão querer defender o patrimônio deles. Quem quer sua casa apedrejada?”, disse o deputado.

Ele destacou que a repressão não terá como alvo protestos pacíficos, mas sim aqueles que se valham de armas, como pedras, armas brancas ou de fogo.

Com a fala, Portela pega carona nas recentes declarações de membros do governo, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro Paulo Guedes sobre reprimir possíveis manifestações, e do próprio presidente Jair Bolsonaro, que em entrevista durante sua viagem ao Japão cogitou discutir o acionamento do Artigo 142 em caso de onda de protestos no Brasil, como as vistas em 2013 e 2016.

Quem é Lincoln Portela

Integrante da base governista, Lincoln Portela é pastor e integra a bancada evangélica da Câmara. Ele iniciou sua trajetória política em 1998, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais, sendo reeleito nos pleitos seguintes até seu atual sexto mandato. Ele já passou pelo PST, PSL e PR.

Lincoln Portela responde a inquérito por improbidade administrativa em um convênio firmado com a União, por intermédio do Ministério da Saúde.

A ação protocolada em 2009, na 19ª Vara Belo Horizonte, e recebida em 2010 pelo Ministério Público Federal. Desde então, segue em trâmite, tendo um recurso negado em 2015. No documento, sua defesa apontou incompetência da Justiça Federal para o julgamento da demanda e criticou os elementos de provas utilizados para sustentar o inquérito. A defesa também sustentou o deputado, por ser agente político, é regido por norma especial, não se sujeitando aos ditames da Lei 8.429/92, devendo responder, portanto, por crime de responsabilidade em ação a ser ajuizada perante o STF e, não, na Justiça Federal. O recurso foi negado e o inquérito segue em trâmite.

Portela também foi alvo, em 2010, do Inquérito 3037, protocolado pela Procuradoria-Geral da República. Ele foi acusado de violar a Lei de Licitações, de peculato e lavagem de dinheiro. O inquérito, no entanto, foi arquivado em novembro de 2015, por ausência de provas.

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2 Opiniões

  1. Rogerio Faria disse:

    Com este (des)governo os fascistas realmente saíram do armário.

  2. Júlio César Cardoso disse:

    Para os PTistas comunistas, agora a onda é chamar os seus adversários de fascistas. São um bando de parvajolas que passaram mais de 13 anos governando o país e deixaram a nação à beira da bancarrota com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas e endividadas.
    O deputado Lincoln não é flor que se cheire, mas ele alerta com exatidão o que o governo Bolsonaro fará caso os baderneiros voltem a desmoralizar o país nas ruas.

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