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MEIO AMBIENTE

Bilhões de pedaços de plástico poluem os corais da Ásia e do Pacífico

Estudo estima que haja 11,1 bilhões de pedaços de plástico maiores de cinco centímetros na região

Bilhões de pedaços de plástico poluem os corais da Ásia e do Pacífico
O estudo mostra ainda que é possível controlar o impacto do plástico nos recifes (Foto: Pixabay)

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A bióloga de corais Joleah Lamb, da Universidade de Cornell, e seus colaboradores fizeram uma central de dados sobre a poluição de plástico nos 159 recifes da Austrália, Indonésia, Mianmar e Tailândia. Eles estimam que os recifes da região Ásia-Pacífico contem com mais de 11 bilhões de pedaços de plástico maiores que cinco centímetros. A pesquisa foi divulgada no jornal Science, na última quinta-feira, 26.

Se todo este material tivesse alinhado um do lado do outro, isso equivaleria a pelo menos 14 voltas ao redor do mundo. Para piorar, corais com plástico têm 20 vezes mais chances de ficarem doentes.

A bióloga, que começou sua carreira estudando a Grande Barreira de Corais, na Austrália, percebeu que os detritos plásticos eram de outra proporção na Ásia, onde posteriormente passou a fazer pesquisa.

No estudo, feito em cerca de 12 mil metros quadrados de recife, os pesquisadores perceberam que os países conhecidos pelos métodos mais pobres de lidar com a poluição plástica são aqueles que têm mais plástico nos corais.

A estimativa de quantos pedaços de plástico estão nestes recifes de 15 países diferentes da região Ásia-Pacífico foi feita a partir da quantidade de plástico entrando no oceano e das observações do grupo. O número de plástico que entra no oceano já era conhecido por outra pesquisa. A estimativa é que haja 11,1 bilhões de pedaços de plástico nos recifes, mas a projeção para os próximos sete anos é de 15,7 bilhões. Segundo a projeção, o número de plástico entrando no oceano deve aumentar em dez vezes (números que não incluem a China ou Singapura, porque não há estimativas).

O estudo mostra ainda que é possível controlar o impacto do plástico nos recifes. Países que fazem algo para impedir que o plástico chegue aos oceanos, como a Austrália, têm níveis bem menores de plástico nos recifes. Para Lamb, a poluição de plástico tem que estar na agenda dos governos, caso contrário as tentativas de proteger os recifes das mudanças climáticas podem ser menos eficientes.

Leia também: Os vários problemas dos oceanos de plástico

Fontes:
The New York Times-Billions of Plastic Pieces Litter Coral in Asia and Australia

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1 Opinião

  1. Markut disse:

    Parece inacreditavel que toda a tecnologia moderna e o descaso gestor, não tenham superado esse catastrófico problema do plástico não degradavel, neste inevitavel caminho para o apocalipse ambiental ,deste minúsculo grão de areia , no universo, nossa única morada,ao menos, por enquanto.

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