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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Bolsonaro anuncia demissão de Vélez

No lugar de Vélez, assumirá o comando da Pasta Abraham Weintraub, que foi indicado por Onyx Lorenzoni e é simpático às teorias de Olavo de Carvalho

Bolsonaro anuncia demissão de Vélez
Demissão de Vélez já era esperada para ocorrer nesta segunda-feira (Foto: Foto: Google Plus)

O presidente Jair Bolsonaro demitiu na manhã desta segunda-feira, 8, o ministro da Educação, Ricardo Vélez.

Em seu lugar, Bolsonaro anunciou como novo chefe da Pasta Abraham Weintraub, que fez parte da equipe de governo de transição do presidente e foi indicado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Weintraub era considerado o “número dois” da Casa Civil e atuava como secretário-executivo de Lorenzoni. Ele é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e tem mestrado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ao contrário do que afirmou Bolsonaro no anúncio,
Weintraub não tem doutorado em seu currículo.

Segundo apurou a coluna Radar, da Veja, Weintraub é mais um integrante do governo com simpatia por Olavo de Carvalho. Recentemente, durante a Cúpula Conservadora das Américas, ocorrida em dezembro do ano passado, Weintraub declarou que era preciso adaptar as teorias de Olavo de Carvalho para “derrotar a esquerda”. Ele também disse que é “preciso vencer o marxismo cultural nas universidades e trabalhar para que o país pare de fazer bobagem”.

A demissão de Vélez já era esperada para ocorrer nesta segunda-feira, uma vez que Bolsonaro já havia sinalizado a medida na última sexta-feira, 5, ao afirmar que iria “tirar a aliança” da mão do agora ex-ministro.

Dias antes, a jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, anunciou que o presidente havia decidido pela demissão de Vélez, afirmando que ela poderia se dar em horas ou alguns dias. A informação foi repassada com base em uma fonte de dentro do governo. Porém, Bolsonaro negou a informação e classificou a notícia como “fake news”.

O MEC atravessa uma séria crise interna desde janeiro deste ano. Em apenas três meses de governo Bolsonaro, pelo menos 16 funcionários de alto escalão do MEC foram demitidos em meio à disputa de poder dentro da Pasta. A crise paralisa um órgão crucial e pode ter sérios impactos no sistema educacional.

Atualmente, o MEC está dividido em três grupos: um corpo técnico, formado por profissionais do Centro Paula de Souza; um grupo composto por militares, que foi alçado à Pasta por Vélez; e um terceiro formado por alunos e ex-alunos do filósofo Olavo de Carvalho.

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