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EM MEIO À POLÊMICA

Bolsonaro cancela viagem a Nova York

Em meio à polêmica, presidente desiste de viajar à cidade para receber o prêmio ‘Pessoa do ano’

Bolsonaro cancela viagem a Nova York
Cerimônia estava marcada para o dia 14 de maio (Foto: EBC)

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar a viagem que faria a Nova York para receber o prêmio “Pessoa do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

O anúncio foi dado na última sexta-feira, 3, pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. “Em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”.

A cerimônia estava marcada para o dia 14 de maio e foi alvo de intensa polêmica. A princípio, o evento ocorreria no Museu Americano de História Natural, que é dedicado à natureza e ciências . No entanto, em meio a críticas, o museu optou por cancelar a solenidade.

“Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o Museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-EUA. Este evento tradicional terá lugar em outro local na data e hora originais”, escreveu a organização do Museu nas redes sociais.

Na ocasião, o museu informou que o evento no local foi marcado antes do homenageado ser escolhido e destacou que as políticas ambientais de Bolsonaro “não refletem de forma alguma a posição do Museu de que há uma necessidade urgente de conservar a Floresta Amazônica, que tem profundas implicações para a diversidade biológica, comunidades indígenas, mudanças climáticas e futuro do nosso planeta”.

Posteriormente, especulou-se que o evento seria realizado no Cipriani Hall, tradicional restaurante de Wall Street, mas os administradores do local também rejeitaram a solenidade.

Diante da má repercussão internacional, algumas empresas retiraram o patrocínio do evento, como a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times.

Após o impasse, ficou acertado que o hotel Marriott seria palco da solenidade. Assim como os demais locais, o hotel passou a ser alvo de pressão contra o evento, mas a CEO da Marriott International, Anne Sorenson, escreveu um artigo defendendo a solenidade.

Sorenson se posicionou contra o cancelamento, afirmando o evento seria uma forma de “abertura e inclusão” e que o afastamento de um convidado ou grupo devido a pontos de vistas diferentes é “a essência da intolerância”.

A pressão contra a homenagem a Bolsonaro em Nova York contou com atuação do prefeito da cidade, Bill de Blasio, que, em entrevista à rádio WNYC, apontou o “racismo e homofobia evidentes” no presidente brasileiro. O prefeito também citou o risco que Bolsonaro representa para a Amazônia, relembrando que ele é “a pessoa com maior poder de impacto” no local.

Também pressionou contra o evento o senador democrata Brad Hoylman, de Nova York, que iniciou uma campanha pela internet para que o hotel Marriott cancelasse a solenidade.

Bolsonaro foi eleito “Pessoa do ano” em fevereiro, pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, que escolhe, anualmente, um brasileiro e um americano como homenageados. Em 2018, o então juiz federal Sérgio Moro, atualmente ministro da Justiça e da Segurança Pública, também foi eleito a Pessoa do ano. Em 2017, o homenageado foi o governador de São Paulo, João Doria.

Fontes:
DW-Bolsonaro cancela viagem a Nova York em meio a polêmica

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3 Opiniões

  1. jayme endebo disse:

    Cartilha preparada pela esquerda de desrespeito ao presidente eleito democraticamente e ainda pincela com as baboseiras de homofóbico,misógino e blablabla. Muito escroto esse prefeito.

  2. carlos alberto martins disse:

    o Bolsonaro,poderá receber o premio,em 2020,se realmente fizer jus ao mesmo comprovando a competência em administrar o Brasil.se isso acontecer serei um dos que irão aplaudi-lo.

  3. carlos alberto martins disse:

    pelo comportamento do prefeito em questão,o mesmo não serviria para administrar nem um zoológico,podendo o mesmo ficar exposto nele como um típico representante da famílha dos muares.

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