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Bolsonaro defende ministro evangélico no STF

Posicionamento ocorre em momento que o STF debate questões que vão de encontro à doutrina religiosa conservadora, como a criminalização da homofobia

Bolsonaro defende ministro evangélico no STF
‘O estado é laico, mas eu sou cristão’, afirmou Bolsonaro durante o evento (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a presença de um ministro evangélico no Supremo Tribunal Federal (STF), durante um evento da Assembleia de Deus em Goiânia (GO), nesta sexta-feira, 31. Bolsonaro negou estar misturando Justiça com religião e destacou: “O Estado é laico, mas eu sou cristão”.

“Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, questionou Bolsonaro.

A declaração do presidente vem num momento em que o STF debate diferentes medidas que vão de encontro à doutrina religiosa e conservadora. No último dia 23 de maio, o tribunal alcançou a maioria em uma votação para equiparar a homofobia ao crime de racismo.

“O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificado como racismo. Desculpe aqui o Supremo Tribunal Federal, que eu respeito e jamais atacaria o outro poder, mas, pelo que me parece, estão legislando […]. O estado é laico, mas eu sou cristão”, afirmou Bolsonaro durante o evento em Goiânia.

Para o início de junho, estava previsto o julgamento sobre a descriminalização da maconha, mas o debate foi suspenso depois de um encontro entre Bolsonaro e o presidente do STF, o ministro Dias Toffoli.

Ademais, o debate sobre a descriminalização do aborto voltou a ganhar força no Brasil, a partir do momento que, na última terça-feira, 28, a Argentina voltou a falar sobre o assunto. Em fevereiro, propostas impetradas no Congresso já visavam o combate ao debate sobre o aborto no STF.

Durante o governo de Bolsonaro, há a previsão da abertura de duas vagas para ministros do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, entre os 11 ministros, dois devem ser obrigados a se aposentar quando completarem 75 anos, que é o caso dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

Segundo Bolsonaro, uma das vagas deve ser destinada ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes no último dia 12 de maio, o presidente revelou que vai indicar o ex-juiz federal para a primeira vaga que surgir no STF.

Fontes:
G1-'Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?', diz Bolsonaro em evento religioso
Terra-Bolsonaro: 'Será que não está na hora de termos um ministro do STF evangélico?'

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1 Opinião

  1. carlos alberto martins disse:

    cheguei a pensar que para ser ministro no stf,o indicado seria por méritos e não por oportunismo religioso,sendo pago como se fosse o dízimo.pelo visto o tóma lá da cá está a pleno INCENTIVO PELO PLANALTO.

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