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GUERRA COMERCIAL

China impõe tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos dos EUA

Medida vem na esteira da decisão de Trump de elevar de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses

China impõe tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos dos EUA
Trump recomendou a população a comprar produtos produzidos nos EUA (Foto: Montagem: Global Panorama/Flickr/Gage Skidmore)

Em mais um capítulo do embate comercial que trava com os Estados Unidos, a China anunciou nesta segunda-feira, 13, que vai impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos.

Segundo noticiou a Reuters, o anúncio foi dado pelo Ministério das Finanças da China e vem na esteira da decisão do presidente americano Donald Trump de elevar as tarifas de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Em seu comunicado, o Ministério das Finanças da China informou que as tarifas abrangem um total de 5.140 produtos americanos e entram em vigor no dia 1º de junho.

No último fim de semana, em uma série de postagens no Twitter, Trump disse que a China não deveria impor mais tarifas aos produtos americanos “ou as coisas apenas ficariam piores”.

“Eu digo abertamente ao presidente Xi [Jinping] e a todos os meus muitos amigos na China que ela será grandemente prejudicada se não fizer um acordo porque as empresas serão forçadas a deixá-la por outros países”, escreveu o presidente americano.

Trump recomendou consumidores a comprar produtos de países não tarifados ou produzidos nos EUA – destacando que esta seria a melhor ideia. “Isso é zero tarifa. Muitas empresas sobretaxadas vão trocar a China pelo Vietnam e outros países da Ásia. É por isso que a China quer tanto fazer um acordo!”, escreveu o presidente americano.

Em entrevista concedida ao programa Fox News Sunday, o conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que há a possibilidade de um encontro entre Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante a cúpula do G20 deste ano, marcada para os dias 28 e 29 de junho, em Osaka, no Japão.

A reunião teria como objetivo apaziguar as negociações comerciais entre os países. No entanto, Kudlow destacou que os EUA não têm intenção de retroceder em suas demandas. “Precisamos ver algo muito mais claro e, até que isso ocorra, devemos manter nossas tarifas. Não podemos aceitar nenhum retrocesso”, disse o conselheiro.

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