Início » Vida » Ciência » Descoberta de fósseis de 700 anos desmente lenda sobre ‘hobbits’
EVOLUÇÃO

Descoberta de fósseis de 700 anos desmente lenda sobre ‘hobbits’

Os hominídios da evolução humana são ainda mais antigos do que a primeira descoberta revelou

Descoberta de  fósseis de 700 anos desmente lenda sobre ‘hobbits’
Cientistas sugerem que os primeiros hominídeos sofreram de nanismo em razão de uma doença e não por um processo de evolução (Foto: Wikimedia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Os folclores de muitos lugares falam de anões parecidos com os seres humanos, embora não fossem humanos, que viveram nos primórdios da humanidade. Esses relatos pareciam lendas, mas em 2003 uma equipe de cientistas descobriu alguns fósseis na ilha indonésia de Flores, com pouco mais de um metro de altura que viveram entre 60 mil há 100 mil anos. Eles foram chamados de Homo floresiensis pelos cientistas e de “hobbits” pela imprensa em alusão aos anões da trilogia O senhor dos anéis de J.R.R. Tolkien. Agora, foram descobertos fósseis ainda mais antigos.

Esses fósseis, segundo o artigo de Gerrit van den Bergh da Universidade de Wollongong, na Austrália, e de Yousuke Kaifu do National Museum of Nature and Science do Japão, publicado esta semana na revista Nature têm 700 mil anos. Gerrit van den Bergh e Yousuke Kaifu encontraram parte de uma mandíbula, seis dentes de espécimes adultos e dois dentes de crianças em um segundo sítio arqueológico na ilha de Flores.

De acordo com os pesquisadores, um dos dentes de seres adultos sugere que o Homo floresiensis seria um descendente do Homo erectus, um espécime mais alto encontrado no Leste e Sudeste Asiático, e não, como alguns haviam indicado, de um hominídeo menor, Homo habilis, que até o momento só foi descoberto na África. Alguns cientistas sugerem também que os primeiros hominídeos sofreram de nanismo em razão de uma doença e não por um processo de evolução para se adaptar ao local.

Essa amostra tão pequena de fósseis dá margem a interpretações equivocadas. Mas confirma que o Homo floresiensis existiu e tem uma longa história. A história do Homo floresiensis se superpõe à disseminação do Homo sapiens para outros lugares além da África, que começou há cerca de 70 mil anos, pelo sul dos países árabes, e chegou à Austrália, possivelmente através da ilha de Flores há aproximadamente 50 mil anos. Portanto, para esses protoaustralianos os relatos de anões que habitavam as florestas não eram lendas.

Fontes:
The Economist-Hobbit forming

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *