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Economia perde força, mas termina 2018 em expansão

O cenário foi favorável e cresceu de forma moderada durante um ano que foi marcado pelo desemprego e expectativas sobre o novo governo

Economia perde força, mas termina 2018 em expansão
O varejo fechou com o maior avanço em cinco anos em 2018 (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Nesta sexta-feira, 15, o Banco Central divulgou que a atividade econômica brasileira registrou uma expansão pela segunda vez consecutiva em 2018, porém, em ritmo morno, com perda de força no final do ano.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), designado como sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve uma expansão de 1,15% no ano passado, garantindo um crescimento de 0,93% comparado ao ano de 2017.

No mês de dezembro, o índice avançou 0,21% comparado ao mês anterior, em dado dessazonalizado, reduzindo a taxa de 0,89% em novembro. Após dois meses de queda, foi a segunda alta mensal consecutiva do índice.

O IBC-Br terminou seu quarto trimestre com o crescimento de 0,20% sobre o terceiro trimestre, também dessazonalizado. Segundo a leitura, a economia perdeu força no final do ano, após ter avançado 1,68% entre os meses de julho e setembro.

No segundo semestre, o IBC-Br sofreu um recuo de 0,67% no período em que a greve dos caminhoneiros atingiu diretamente a economia do país, logo após um avanço de 0,10% nos três primeiros meses do ano.

“O IBC-Br confirmou o diagnóstico de desaceleração da atividade econômica no último trimestre do ano passado. Esses resultados, em conjunto com os demais indicadores já conhecidos, reforçam nossa expectativa de crescimento de 0,1% do PIB no quarto trimestre de 2018”, informou o banco Bradesco.

Os dados do PIB de 2018 serão divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no dia 28 de fevereiro. Segundo o resultado da pesquisa Focus do BC, economistas avaliaram que a projeção é de um crescimento de 1,25% o em 2018, tendo acelerado 2,50% este ano após uma expansão de 1,1% no ano de 2017, segundo números do IBGE.

Através da leitura do IBC-Br, foi sinalizado que o cenário da economia cresceu de forma moderada em um ano que foi marcado pelo desemprego, greve dos caminhoneiros e a expectativa para com a eleição presidencial. A melhora do mercado de trabalho e do consumo doméstico dependem da manutenção de reformas e ajustes que serão feitos pelo governo.

A produção industrial terminou com o ganho de 1,1% em 2018, revelando a desaceleração em relação ao ano de 2017. O varejo fechou com o maior avanço em cinco anos em 2018, tendo contraído forças em dezembro. Apesar disso, os serviços tiveram perdas no ano passado pela quarta vez consecutiva.

Fontes:
Reuters-Economia do Brasil perde força no 4º tri mas termina 2018 com expansão de 1,15%, mostra BC

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