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Empresas contrataram disparos pró-Bolsonaro no WhatsApp

Em gravação divulgada pela ‘Folha’, dono de empresa espanhola confirma o serviço, mas afirma que não sabia se tratar de conteúdo eleitoral

Empresas contrataram disparos pró-Bolsonaro no WhatsApp
Lei eleitoral proíbe uso de softwares para disparos em massa (Foto: Flickr/Christoph Scholz)

Uma gravação obtida e divulgada em uma reportagem da Folha de S.Paulo nesta terça-feira, 18, revela que empresários brasileiros contrataram uma empresa espanhola de disparos em massa de mensagens via WhatsApp para enviar conteúdos pró-Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2018.

Na gravação, divulgada pela jornalista Patrícia Campos Mello, o dono da empresa espanhola Enviawhatsapp, Luis Novoa, aparece relatando um caso ocorrido em sua empresa no ano passado, durante um encontro com empresários na Espanha.

Novoa diz que “empresas, açougues, lavadoras de carros e fábricas” brasileiras usaram o serviço de seu software para enviar mensagens em massa em favor de Bolsonaro.

O dono da empresa – que atua no ramo de marketing comercial via WhatsApp – diz que não tinha conhecimento de que os pacotes de mensagens comprados eram destinados a campanhas eleitorais, o que é proibido pelas regras de uso do WhatsApp.

Ele diz só ter tomado conhecimento de que as mensagens tinham cunho eleitoral após o WhatsApp começar a cortar as linhas da empresa usadas nos disparos.

“Eles contratavam o software pelo nosso site, fazíamos a instalação e pronto […] Como eram empresas, achamos normal, temos muitas empresas. […] Mas aí começaram a cortar nossas linhas, fomos olhar e nos demos conta de que todas essas contratações, 80%, 90%, estavam fazendo campanha política”, diz Novoa na gravação.

O Art. 57- C, da Lei Nº 13.488, promulgada durante a minirreforma eleitoral de outubro de 2017, determina que “é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes”. Além disso, o texto determina que o impulsionamento “deverá ser contratado diretamente com provedor da aplicação de internet com sede e foro no País”.

Segundo a reportagem, não há indicações de que Bolsonaro ou sua campanha soubessem que o serviço de disparos em massa de mensagens havia sido contratado. Procurada, a assessoria do presidente informou que não iria comentar o caso.

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1 Opinião

  1. jayme endebo disse:

    Esse assunto ainda está rendendo? por que não fala dos disparos do outro candidato “poste” que inclusive foi condenado pela justiça com farturas de provas?

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