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Estado Islâmico movimenta milhões de dólares com o petróleo roubado

Grupo terrorista vende grande parte da sua produção na Síria para intermediários, que levam para refinarias na Turquia, no Irã ou no Curdistão

Estado Islâmico movimenta milhões de dólares com o petróleo roubado
Especialistas em energia acreditam que a produção ilícita de petróleo no Iraque e na Síria é em torno de 80 mil barris por dia (Reprodução/Reuters)

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Os militantes do Estado Islâmico, grupo terrorista que conquistou grandes territórios no Iraque e na Síria, estão se especializando em contrabando de petróleo, uma das principais linhas de trabalho da divisão.

Observadores de direitos humanos estimam que 60% dos campos de petróleo da Síria estão nas mãos de militantes ou tribos. Além disso, o Estado Islâmico parece ter o monitoramento de vários pequenos campos de petróleo no Iraque.

Especialistas em energia acreditam que a produção ilícita de petróleo no Iraque e na Síria – em grande parte pelo Estado islâmico – é em torno de 80 mil barris por dia. Trata-se de um pequeno volume comparado com a produção média de países produtores de petróleo, mas, um número um número importante sob o poder de um grupo terrorista.

No mercado global do óleo, essa média diária valeria uma pequena fortuna: US$ 8 milhões por dia. O Estado Islâmico vende grande parte da sua produção na Síria para intermediários, que, em seguida, levam para refinarias na Turquia, no Irã ou no Curdistão.

No entanto, Valerie Marcel, um especialista da Chatham House, Londres, afirma que o boom do petróleo certamente não vai durar muito tempo nas mãos dos terroristas.

“Os antigos campos de petróleo na Síria e no Iraque precisam de cuidados como, injeções para manter a pressão. A falta de técnicos treinados e da gestão apropriada do volume de negócios dos reservatórios pode implicar em uma baixa da produção desses campos”, explica Marcel.

Ainda assim, controlar os derivados do petróleo dá ao grupo uma alavanca adicional. E essa receita reforça a capacidade do Estado Islâmico para recrutar, pagar combatentes, e comprar armas.

Esse lucro também deveria pagar os salários dos funcionários públicos das regiões conquistadas e garantir a prestação de serviços públicos básicos; para mostrar que eles podem fazer mais do que conquistar e crucificar.

“Eles precisam manter sua máquina de guerra acontecendo, mas eles também precisam governar”, afirmou Daveed Gartenstein-Ross, especialista em terrorismo da Fundação para a Defesa das Democracias. Ele estima que boa parte da receita do petróleo é utilizada para pacificar líderes tribais inquietos, subornar os parceiros da coalizão e manter as despesas básicas diárias.

Fontes:
O Globo-Estado Islâmico ganha milhões de dólares por dia com petróleo roubado

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1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Seria possível exigir algum tipo de ‘certificado de origem’ para o petróleo, similar ao controle atualmente feito na produção de diamantes para evitar o comércio internacional de pedras preciosas oriundas das zonas de conflito (os chamados ‘diamantes de sangue’)? Talvez tal proposta seja infactível, ou de pouco eficácia, mas é uma ideia, acredito.
    De resto, é preciso investir mais na diversificação da matriz energética mundial, incluindo mais fontes alternativas e renováveis, tais como a energia eólica, solar, energia das marés, biocombustíveis, etc. Se lograrmos isso, a importância geopolítica dos países produtores — altamente instáveis politicamente — do Oriente Médio irá cair bastante nos próximos anos. Quem sabe isso não seja um caminho para a paz naquela região — quando aplacar-se a cobiça nas ‘riquezas naturais’, e o desenvolvimento econômico dos países só se der atrelado a conjuntura de maior liberdade político-ideológica?.. Bem, isso pose ser somente um ‘devaneio’ leigo…

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